René González ou as idéias que nunca morrem | Juventude Comunista Avançando

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

René González ou as idéias que nunca morrem



Havana, 12 out (Prensa Latina) O homem que, depois de 13 anos da mais dura prisão saiu no cárcere estadunidense de Marianne, se declarando pronto para seguir lutando, está com certeza, muito bem longe da imagem esperada por aqueles que o encerraram.

  René González, um dos cinco antiterroristas cubanos cuja liberdade se reclama não só por Cuba, senão internacionalmente, está bem longe de ser o homem triste e vencido pelos sofrimentos ao qual aspiravam de facto aqueles que o encerraram.

Surpreenderam-me ao final levando-me para o oco , relatou telefonicamente a sua esposa, Olga Salanueva, interditada de vê-lo faz tanto tempo e também de abraçar à saída da unidade penal pela rígida negativa oficial a lhe conceder o visto correspondente.

Quem conhece o que significa esse oco sabe que se trata de uma fria e escura cela de isolamento destinada aos presos indisciplinados ou singelamente antipáticos para as autoridades da prisão e do governo.

Muitos podem não se explicar o sentido que teve manter nessas ruins condições a umas horas de abandonar o cárcere e podem o considerar uma punição adicional a quem não pôde ser vencido apesar das muitas pressões adotadas em sua contra durante mais de uma década.

É claro que, se de punições adicionais se tratar, aqueles que julgaram e condenaram por monitorar as atividades de grupos terroristas assentados na Flórida para tratar de evitar novos ataques a Cuba, se ocuparam tambémde lhe reservar uma medida punitiva final.

René González não renunciou a seus princípios durante os longos 13 anos mantido forçadamente em um ambiente bem hostil e então as autoridades judiciais e governamentais dos Estados Unidos consideraram necessário lhe acrescentar uma sorte de perigosa pena.

Foi condenado a permanecer mais três anos nos Estados Unidos, onde estão aqueles que agora lhe atacam e ameaçam publicamente, junto a resguardados homens cujas atividades terroristas foram denunciadas por ele e seus quatro colegas que seguem guardando prisão.

Para além de que organizações, partidos e até governos proclamam a crueldade de o manter longe de Cuba, de sua esposa, mãe e outros familiares, a disposição significa o mais grave perigo existente para sua vida.

No entanto, o homem que acaba de sair de prisão e vive esse perigo, sorri, abraça a suas filhas, canta canções revolucionárias e repete estar pronto para continuar a luta.

É possível que seus acérrimos inimigos não compreendam a magnitude de tal firmeza compartilhada por seus colegas ainda encarcerados, mas René González demonstrou com ela a impossibilidade de matar as idéias .