JCA presente na Escola nacional de quadros da JUCO | Juventude Comunista Avançando

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

JCA presente na Escola nacional de quadros da JUCO



Em janeiro deste ano a JCA esteve presente na Escola Nacional de Formação de Quadros, da Juventude Comunista da Colombiana - JUCO.

A Escola é um grande esforço, desta organização irmã, em dar conta de uma tarefa fundamental aos revolucionários, educar a militancia no estudo do marxismo-leninismo, compreender a realidade de seu país e as particularidades de sua formação social.

A iniciativa da JUCO parte do reconhecimento de que a luta dos comunistas é também uma luta teórica, ou como dizia Lenin, de que “sem teoria revolucionária, tampouco pode haver ação revolucionária”. Com esse espírito a Escola abordou clássicos da teoria marxista e também a história e momento político pelo qual passa a Colômbia.

Durante a visita também foi possível tratar de assuntos da Federação Mundial de Juventudes Democráticas na América Latina, como a importante luta pela paz na Colômbia, tarefa que deve ser assumida por todos os setores democráticos e com especial energia pelos revolucionários e comunistas.

Os governos yankees investem na Colômbia e, com o apoio da burguesia nativa deste país, expulsam camponeses e povos indígenas, usando-se da violência paramilitar, para garantir a exploração do povo e dos recursos naturais deste país, e é claro, para lucrar com a produção de cocaína. Assim investem pesado na militarização e preparam a Colômbia para cumprir o mesmo papel que Israel desempenha no oriente-médio, ameaçando a soberania dos povos latino-americanos e seus processos revolucionários.

Por esta razão a luta pela paz na Colômbia está para além do desarmamento das guerrilhas, o conflito existente é social e armado, só será superado quando forem superadas as condições que o criaram.

Ao tratar deste assunto é necessário trazer a luz a experiência da União Patriótica, partido criado num período de negociações de paz, entre governo e forças guerrilhas, que apresentava uma possível alternativa a luta armada. Quando a UP ganhou força a burguesia traiu o acordo e cerca de 5 mil pessoas, incluindo candidatos eleitos, ligadas ao partido foram assassinadas, por forças do estado e paramilitares.

Ainda hoje o país é alvo de denúncias de vários órgãos internacionais de direitos humanos, pelos constantes assassinatos e desaparecimentos de sindicalistas, estudantes universitários e secundaristas, camponeses, indigenas e militantes de todos os setores onde existe luta popular organizada.

A luta pela paz na Colômbia é a defesa da soberania de nosso próprio povo e nossa própria pátria.

Participar da Escola da JUCO foi enriquecedor e certamente contribuirá para o desenvolvimento da recém-criada Escola de Formação Luiz Carlos Prestes. A EFLCP, iniciativa da CCLCP, juntamente com o MAS e a JCA, vem desenvolvendo uma série de cursos, como "O método em Marx", "Revolução Burguesa ecapitalismo dependente no Brasil", "Introdução à leitura de O Capital", entre outros.