Quase 1/4 dos jovens europeus estão desempregados | Juventude Comunista Avançando

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Quase 1/4 dos jovens europeus estão desempregados


Indicadores econômicos divulgados nesta semana pela agência oficial da União Europeia revelam o atoleiro a que os povos estão sendo lançados pela profunda e duradoura crise do sistema capitalista na Europa.


Segundo a Eurostat, a taxa de desemprego na região é de 10,4%, o que representa quase 24 milhões de pessoas. Os países que possuem os números mais alarmantes são Espanha, com 22,9%, Grécia, com 19,2% e a Lituânia, com 15,3%.
Dentre esses, a juventude representa a maior fatia: 22,1% em toda a União Europeia, com a Espanha novamente liderando, tendo 48,7% dos jovens abaixo dos 25 anos desempregados, sendo seguida por Grécia, com 47,2%, e Eslováquia, com 35,6%.



Novos dados sobre as dívidas dos governos também foram publicados. Na zona do euro os débitos chegam a 87,4% do PIB, apresentando um aumento em relação ao último trimestre de 2010, quando estavam em 82,3%.
As taxas mais altas são da Grécia, devendo 159,1% de seu PIB, da Itália, com 119,6%, de Portugal, com 110,1% e da Irlanda, com 104,9%.


Como se não bastasse, outros dados revelam que a crise na Europa tem deixado uma parcela ainda maior da população com a corda no pescoço. Em 2010, 23% da população total da União Europeia estava em risco de pobreza ou de exclusão social, sendo este número ainda maior entre crianças e menores de 18 anos, chegando a 27%.
A Bulgária tinha 42% da população nessa situação, sendo seguida de perto pela Romênia, com 41%, pela Letônia (38%), pela Lituânia (33%) e pela Hungria (30%). Destaque que entre esses países encontramos duas ex-repúblicas soviéticas que não conheciam esses problemas no socialismo.
O estrato da população em piores condições da pesquisa é classificado de “extremamente carentes” (severely materially deprived persons), e já são 8% da população. Esta classificação se refere a pessoas que tem sua condição de vida comprometida por não poder pagar suas contas, manter suas casas adequadamente aquecidas ou lidar com despesas inesperadas, entre outros.

Glauber Ataide
Publicado originalmente sob o título: Crise na Europa aumenta pobreza e desemprego, revela pesquisa