Declaração Conjunta dos Partidos Comunistas e Operários dos 5 países com os níveis mais elevados de desemprego da UE | Juventude Comunista Avançando

sábado, 10 de março de 2012

Declaração Conjunta dos Partidos Comunistas e Operários dos 5 países com os níveis mais elevados de desemprego da UE


“Organização e luta por emprego estável com direitos. Medidas imediatas a favor dos desempregados. Luta por uma sociedade sem desemprego, exploração e capitalistas. A resposta é o socialismo.”

Trabalhador, Desempregado

Os Partidos Comunistas e Operários dos países da Europa que têm sido mais afetados pelo desemprego, Espanha, Grécia, Lituânia, Letónia e Irlanda apelam a que lutes e te organizes.

Dirigimo-nos aos 24 milhões “oficialmente” desempregados da União Europeia, particularmente aos desempregados de longa duração, aos jovens desempregados e às mulheres que são os mais duramente afectados.

Dirigimo-nos a todos os que não estão registados nas estatísticas oficiais, mas sofrem o mesmo pesadelo do desemprego.

Dirigimo-nos aos semi-desempregados, aos trabalhadores das agências de trabalho temporário, aos trabalhadores sem segurança social, àqueles que trabalham rotativamente com turnos flexíveis, com contratos individuais, com contratos à peça, que sofrem a intimidação do patrão, que enfrentam o perigo do despedimento e do desemprego.

Dirigimo-nos àqueles que são forçados ao trabalho não pago sob a pretensa oportunidade de voltarem a trabalhar; àqueles que são privados dos subsídios a que têm direito, por despedimento de pessoal em excesso, pelos patrões que alegam “falta de condições para pagar”; aos trabalhadores que estão em greve e em luta através de ocupações e vigílias à porta das empresas para proteger os seus empregos e direitos.

Também nos dirigimos aos agricultores que estão a ser liquidados, aos pequenos proprietários e aos trabalhadores por conta própria que estão a ser levados à falência pelo assalto dos monopólios, pelas políticas antipopulares de austeridade que estão a atacar as famílias das classes populares.

Todos vós, tal como todos os trabalhadores hoje, compreendeis melhor que esta “selva” do mundo laboral se está a espalhar e a tornar-se uma lei geral que, mais depressa ou mais devagar, o grande capital, os seus governos e a UE tentam impor em todos os locais de trabalho. Não há tempo a perder.

Nos países em que os nossos partidos atuam, Espanha, Grécia, Lituânia, Letónia e Irlanda, o desemprego atingiu níveis muito perigosos. A classe burguesa em cada país e a aliança predatória da UE como um todo declararam guerra à classe operária e aos estratos populares pobres. A crise económica capitalista traz novas medidas que suplantam qualquer outra ofensiva levada a cabo em ocasiões anteriores, especialmente depois do Tratado de Maastricht.

Nesta dura realidade, meia dúzia de plutocratas realizou lucros fabulosos. E, no entanto, exigem ainda mais medidas. A sua crise não é uma crise de dívida, é uma crise capitalista que se desencadeou devido à sobreacumulação de capital.

Para resolver a crise a favor do capital, os industriais, os banqueiros e os outros setores da plutocracia, em conjunto com os seus representantes políticos, impõem duras medidas para, posteriormente, reduzirem o preço da força de trabalho e forçar mais pessoas a irem para o desemprego.

Nesta situação, a resistência do povo a estas duras medidas tem sido dificultada pelos elementos do movimento operário e sindical que, tendo há muito aceitado a lógica e a ideologia do capitalismo, agora alegam que não há saída a não ser sucumbir à ofensiva do capital.

O caminho a seguir é ganhar a maioria dos trabalhadores e das suas famílias para lutas populares de classe cuja estratégia é defender os seus interesses. Os Partidos Comunistas e Operários devem estar no coração deste processo.

Lutem em conjunto com as forças de classe, com os partidos Comunistas e Operários.

Organizai-vos nos vossos sindicatos e locais de trabalho. Contribuí para o desenvolvimento da luta. Nesta direcção, a luta da classe operária pode ser reforçada.

Exigi medidas imediatas de proteção dos desempregados:

• Subsídios de desemprego decentes para todos os desempregados.
• Assistência médica e medicamentosa inclusiva e protecção da segurança social.
• Congelamento das suas prestações e amortizações.

O desemprego não é um fenómeno natural. É criado pelo sistema capitalista que se caracteriza pela anarquia da produção, pela exploração.

Só uma economia socialista, isto é, uma economia planificada centralmente, baseada no poder dos trabalhadores e na socialização dos meios de produção pode garantir trabalho para todos.

Era isto que existia na União Soviética e nos outros países socialistas e constituiu um avanço histórico e uma das principais conquistas dos países socialistas.

Os nossos partidos apelam a que luteis todos os dias, que luteis contra a exploração do homem pelo homem, por uma sociedade sem desemprego, por uma sociedade socialista que satisfaça as necessidades do povo.

Os partidos:
. Partido Comunista da Grécia
. Partido Comunista da Irlanda
. Partido dos Trabalhadores da Irlanda
. Partido Socialista da Letónia
. Frente Popular Socialista da Lituânia
. Partido Comunista dos Povos de Espanha

Fonte: http://www.pelosocialismo.net/