Portugal - A crise está a fechar 26 empresas por dia | Juventude Comunista Avançando

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Portugal - A crise está a fechar 26 empresas por dia

"O mais grave são os encerramentos silenciosos - estamos a falar de micro e pequenas empresas, familiares - a acontecer ao ritmo de centenas por mês", frisa o secretário-geral da ARESP. Foto de Paulete Matos.

Segundo dados citados pelo Diário Económico, as falências de restaurantes disparam 143 por cento, no primeiro trimestre deste ano. No total, houve um aumento de 51,5 por cento das falências de empresas nos vários setores.


A restauração não está a resistir aos aumentos do IVA, nem à quebra do consumo, indicam os dados citados pela edição desta segunda-feira do Diário Económico. Segundo os dados da Coface houve um aumento de 143 por cento no número de restaurantes em falência, no primeiro trimestre. Este é apenas um dos muitos sectores em dificuldades. No conjunto dos três primeiros meses do ano houve um aumento de 51,5 por cento nas falências – a cada dia, 26 empresas fecharam as portas.

As razões apontadas são várias e não surpreendem: as medidas de austeridade, a quebra no consumo das famílias e o aumento do IVA justificam o forte agravamento das insolvências ao nível da restauração.

Mas, como explica o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), a realidade é ainda mais grave: "As falências são só uma parte muito pequena dos encerramentos. Trata-se apenas dos estabelecimentos que fecham com comunicação judicial, por existir uma impossibilidade formal em pagar as suas responsabilidades. A nossa estimativa é que no comércio e restaurantes as falências representam apenas 10 por cento do total de encerramentos", sublinhou Vieira Lopes, ao Diário Económico.

"O mais grave são os encerramentos silenciosos”

Também o secretário-geral da ARESP partilha desta convicção mas alerta: "O mais grave são os encerramentos silenciosos - estamos a falar de micro e pequenas empresas, familiares - a acontecer ao ritmo de centenas por mês", frisa José Manuel Esteves. E acrescenta que estes valores "vão disparar a partir de Maio", data em que as empresas têm de pagar o IVA referente ao primeiro trimestre.

José Manuel Esteves salienta ainda o impacto que estes encerramentos têm na receita fiscal, não só nas perdas de IRC, de IVA e de contributos para a Taxa Social Única, mas também no agravamento das despesas com os subsídios de desemprego.