Extrema-direita paramilitar colombiana foi contatada para derrocar Hugo Chávez | Juventude Comunista Avançando

domingo, 13 de maio de 2012

Extrema-direita paramilitar colombiana foi contatada para derrocar Hugo Chávez


Venezuela - Prensa Latina - [Tradução do Diário Liberdade] 
O ex-chefe das paramilitares "Autodefensas Unidas da Colômbia" (AUC), Salvatore Mancuso, revelou hoje (10) que generais e políticos venezuelanos os buscaram para criar uma estrutura similar nesse país e derrocar Hugo Chávez.

Foto: Salvatore Mancuso,
ex-dirigente da extrema-
direita paramilitar colom-
biana.
Segundo Mancuso, em "algum momento" o tal grupo de venezuelanos, sem precisar quem, contataram o então chefe paramilitar Carlos Castaño -morto em 2004- com a intenção de criar um bloco paramilitar no vizinho país.


Chegaram umas pessoas interessadas em conformar Autodefensas na Venezuela para dar um golpe de Estado contra o presidente Chávez, mas a intenção não era de o matar, afirmou Mancuso nos Estados Unidos, em uma entrevista com Caracol Rádio.


Conforme com o ex-chefe paramilitar, os generais e políticos que os contataram tencionavam instaurar um novo regime na Venezuela, através de um golpe de estado.


Eles queriam formar um bloco que enfrentasse as incursões da guerrilha em seu território, para o qual requeriam de instruções militares e com isso derrocar Chávez, comentou.


Segundo Mancuso, todas estas revelações as fez em seu momento dentro do controverso processo de Justiça e Paz, enquadramento jurídico promovido pelo governo do expresidente Álvaro Uribe para a desmobilização das AUC.


Recentemente, o diretor do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional na Venezuela (Sebin), Miguel Rodríguez, recordou os oito anos da detenção de 160 paramilitares colombianos na quinta Daktari no Hatillo, a este de Caracas.


Nesse então esses homens, conforme com a evidência recolhida, tinham o objetivo de executar um plano desestabilizador na Venezuela, através da execução de um golpe de Estado contra Chávez.


A Mancuso, extraditado aos Estados Unidos em 2008, atribui-se-lhe a autoria do massacre de Mapiripán, na qual morreram 20 camponeses em estado de indefensão, e a do Aro, onde foram assassinadas mais 15 pessoas.


Também é assinalado pelo massacre da Gabarra em 1999, onde foram assassinadas 35 pessoas, e pela carnificina de El Salado em 2000, com mais de 100 civis mortos.


Em várias oportunidades confessou também que o Bloco Catatumbo das AUC, que ele comandava, foi responsável pela morte de cinco mil pessoas e que sua estrutura tinha infiltrado todos os ramos do poder público.