Professores de universidades federais entram em greve | Juventude Comunista Avançando

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Professores de universidades federais entram em greve

Confira atualizações em: http://cclcp.org/index.php/noticias/sindical/24-noticias-sobre-a-greve-nacional-das-instituicoes-federais-de-ensino

Manifestação dos professores e estudantes da
Universidade Federal de Alagoas (Ufal) no dia 16 de maio

Nesta quinta-feira, 17 de maio, professores de diversas universidades federais iniciaram uma greve por tempo indeterminado. A Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes) afirmou que a greve pode atingir instituições de ensino de vários estados do país.
Somente na manhã de hoje, universidades do Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Amazonas, Paraná, Pernambuco e Paraíba tiveram paralisações. Alguns institutos federais podem iniciar uma paralisação a partir da próxima segunda-feira (21). No Distrito Federal, uma assembleia está marcada para o dia 18 e pode decidir pela adesão à greve a partir do dia 22.
Entre as reivindicações da categoria estão: carreira única com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.
Em Minas Gerais, até o momento, duas das 11 universidades federais aderiram à paralisação. Na Universidade Federal de Lavras, cerca de 500 professores participam do movimento.  Profissionais da Universidade Federal de Alfenas e da Universidade Federal de Ouro Preto e também aderiram. Segundo a Associação dos Docentes da Ufop , os docentes farão, às 15h desta quinta-feira, um ato público no centro da cidade que partirá em direção a reitoria da Ufop. A Universidade Federal de Itajubá também faz uma paralisação de 24 horas e decidiu aderir à greve nacional a partir do dia 21.
Os docentes da Universidade Federal do Pará realizam, nesta quinta, um ato público a partir das 9h30 para marcar o início do movimento grevista. Eles reivindicam a ampliação de vagas para concursos públicos, aumentos salariais e melhorias nas condições de trabalho dos professores.
Os professores da Universidade Federal do Amazonas anunciaram no dia 15 que entrariam em greve por tempo indeterminado. O presidente da Associação dos Docentes da Ufam, Antônio Neto, disse que os docentes vão aproveitar a parte da manhã do dia 17 para passar nas salas de aula e departamentos, com intuito de ganhar apoio da comunidade acadêmica ao movimento.
As aulas na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) também foram paralisadas nesta quinta-feira. A Associação dos Docentes da Ufes  programava uma assembléia para às 10h no Campus de Goiabeiras, em Vitória, para definir os rumos do greve dos professores capixabas.Eles exigem a restruturação do plano de carreira dos profissionais e a destinação de 10% do PIB para a educação.
Na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), os professores exigem a reestruturação da carreira docente, prevista em um acordo firmado em 2011, e pleiteiam melhores condições de trabalho e a valorização profissional.

Professores da UFCG votaram pela greve por tempo indeterminado durante assembleia (Foto: Adufcg/Divulgação)
Assembleia dos docentes da Universidade
Federal de Campina Grande (Paraíba)
Os professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) também decidiram aderir à greve nacional.
A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) estão sem aulas . Cícero Monteiro, presidente da Associação dos Docentes da Rural, disse que “Nosso objetivo maior é conseguir o plano de carreira. Quando o professor entra na universidade, ganha menos que outros técnicos do serviço público. Além disso, vemos grandes distorções na carreira de professor. Queremos estabelecer 13 níveis”. O sindicato acredita que o movimento teve 90% de adesão nesse primeiro de greve.
Na Universidade de Brasília (UnB) os professores aprovaram um indicativo de greve durante assembleia realizada na manhã do dia 16. A principal exigência da categoria é a reestruturação da carreira dos docentes. Outras instituições por todo o Brasil anunciam a preparação e adesão à greve nacional.


Fonte: http://anovademocracia.com.br/blog/