UFSC contará com um núcleo de estudos sobre movimentos sociais | Juventude Comunista Avançando

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

UFSC contará com um núcleo de estudos sobre movimentos sociais

Na tarde desta segunda-feira, 20 de agosto, as reitoras Roselane Neckel e Lúcia Helena Pacheco discutiram a criação de um núcleo de estudos que desenvolva projetos com movimentos sociais. A proposta foi encaminhada na presença de membros do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) em reunião no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH). O órgão deve ser gerenciado por professores da UFSC que coordenam e participam de projetos de extensão que trabalham com movimentos sociais. Ainda não existe uma data para inaugurar o núcleo.

As reitoras assumiram o compromisso de suprir a demanda de institucionalizar as ações da Universidade com relação aos movimentos. Um dos objetivos da reunião desta segunda-feira era identificar os professores que mantinham projetos ligados aos movimentos sociais e integrar essas propostas. O encontro foi um convite do MST para esclarecer a participação da Universidade dentro dos assentamentos.

Revero Ribeiro, membro do Setor de Comunicação do MST em Santa Catarina, diz que uma das principais parcerias entre as instituições é a oferta de educação nos assentamentos. A UFSC oferece formação técnica, especialização e Ensino Médio para os assentados por meio do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA) do INCRA. A vice-reitora Lúcia Helena Pacheco afirma que a Universidade tem o conhecimento científico como um instrumento à disposição . “O objetivo da UFSC é estar aberta para auxiliar os movimentos em suas questões”, disse.

A resposta às demandas é um desejo antigo do MST. Membros do Movimento conversaram com a reitora em maio e alguns encontros foram realizados nesse período. Roselane reiterou durante a reunião que existia a necessidade de um projeto institucionalizado para a Universidade reconhecer as demandas dos movimentos de forma efetiva. “A ideia é que a gente organize isso”, concluiu.

Por Murici Balbinot / Estagiário de Jornalismo na Agecom / UFSC


Foto: Henrique Almeida / Agecom / UFSC