Estudantes chilenos anunciam nova agenda de mobilizações | Juventude Comunista Avançando

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Estudantes chilenos anunciam nova agenda de mobilizações

Chile - Prensa Latina - A Confederação de Estudantes do Chile (Confech) se somará à mobilização convocada pelos alunos de escolas secundárias para a próxima quinta-feira, reivindicando que o orçamento nacional priorize a educação pública.

Segundo anunciou o presidente da Federação de Estudantes da Universidade de Chile, Noam Titelman, a decisão foi adotada em uma reunião de última hora na Universidade de Valparaíso, sede Santiago.

"Para o dia 27 vamos nos somar à mobilização dos estudantes secundaristas, e o fazemos com muita convicção, porque entendemos que suas demandas também são nossas demandas, que nós temos informação bastante importante de que depois das eleições municipais serão fechados muitos estabelecimentos", disse o porta-voz da Confech.

De acordo com Titelman, a convocação à marcha será em conjunto com a Assembleia Coordenadora de Estudantes Secundários e a Coordenadora Nacional de Estudantes Secundários (Cones), três dias antes de que vença o prazo para a entrega ao Congresso do projeto de orçamento para 2013 do Governo.

O dirigente recordou que no Chile apenas 40 por cento da educação é pública, e "se não se fizer algo logo nesta discussão orçamental vamos deixar de ter um sistema misto para ter diretamente um sistema de privado com um pequeno componente público".

O pota-voz da Cones, Christopher Sarabia, precisou que as mobilizações serão a nível nacional e exige que o importante é que se discutam os temas de fundo da educação, dos quais "não há resposta há mais de um ano, nem há resposta após duas semanas da reunião com o ministro de Educação".

A aprovação do orçamento para o ano que vem terá repercussões políticas no país, já que ocorrerá muito próximo das eleições municipais de outubro, nas quais serão eleitos os prefeitos e os vereadores.

Além disso, o orçamento será executado em 2013, ano das eleições presidenciais e parlamentares.

O valor aprovado será um indicador das prioridades da política governamental para a despesa pública, e sua distribuição sem dúvida alguma gerará um grande debate.