Vitória do Movimento Estudantil Combativo no DCE/UFRGS: Por uma Universidade Pública e Popular! | Juventude Comunista Avançando

domingo, 16 de dezembro de 2012

Vitória do Movimento Estudantil Combativo no DCE/UFRGS: Por uma Universidade Pública e Popular!

O ano de 2012 se destacou por ser uma ano de greve nas Universidades Federais. E foi com muito esforço dos setores mais engajados da comunidade universitária da UFRGS e suas entidades que fizeram com que a Universidade entrasse na greve que já tinha proporção nacional impressionante. A UFRGS foi uma das últimas a compor a greve. E para a desgraça dos que construíram aulas públicas, assembleias por curso e por categorias, como fizeram os Estudantes, os Técnicos Administrativos e os Professores, a UFRGS foi uma das primeiras Universidades a sair da greve.

O ano de 2012 também foi o ano em que venceu o prazo de cinco anos para avaliação das Ações Afirmativas e por conseguinte a avaliação do sistema de ingresso pelas cotas sociais e raciais na UFRGS.

Os estudantes queriam que se prolongasse o tempo de vigência das cotas na UFRGS. E queríamos mais. Queríamos a ampliação das cotas para 50% e a desvinculação das cotas raciais das cotas sociais, destinando 25% para os negros. Além disso, propomos a ampliação da reserva indígena para 20 vagas e uma serie de medidas que visam aperfeiçoar a aplicação da política afirmativa na universidade, principalmente no âmbito da assistência estudantil. Exigíamos essa porcentagem antes mesmo da sanção da Presidenta Dilma que deliberou o ajuste de 50% de reserva de vagas para cotistas em todas as Universidades Federais. Esta conquista foi mérito dos Movimentos Sociais Organizados e Mobilizados que vieram reivindicar e fazer barulho nas portas do Conselho Universitário que debateu a questão das cotas em mais de uma reunião. Mas esta conquista foi capitulada pela reitoria, que em 2007 incumbiu a segurança universitária de agredir a cacetadas os Movimentos Sociais que queriam as cotas na UFRGS, e que em 2012 no Jornal da Universidade (JU) de setembro, noutro tom, coloca uma foto da ocupação estudantil pela ampliação das cotas, demonstrando sua afinação às demandas sociais.

O que isso significa?

A UFRGS figura entre as melhores universidades do país nas pesquisas encomendadas por algumas revistas e jornais da grande mídia, como a revista Exame e o Jornal Folha de São Paulo. Mais recentemente o MEC lançou mais um de seus índices sobre as Instituições de Ensino Superior e consta o seguinte: que a UFRGS é a Universidade com o maior IGC – Índice Geral de Cursos do país. Para a reitoria isso significa que, ao ponderar os indicadores de qualidade da graduação, da pós-graduação, dos docentes e da infraestrutura, o IGC reflete a excelência acadêmica da UFRGS e também seu "novo caráter" forjado na alcunha: "Universidade de Classe Mundial"

Mas a crua realidade que @s estudant@s da UFRGS têm se deparado cotidianamente, nas salas de aula, nos diferentes campi, não é uma realidade pintada pelo MEC, pela Reitoria. Esse bonito quadro só existe no discurso ilusório profetizado pelos gestores da 1ª do ranking Brasileiro.

E o Movimento Estudantil da UFRGS?

A chapa 1 (Da Unidade vai nascer a Novidade), construída pela JCA junto com outras organizações e independentes, venceu o pleito com 1651 votos dos 3995 votos efetivos. Os princípios desta chapa, representam um despertar frente ao crescimento de grupos estudantis conservadores, que se organizam e crescem dentro da UFRGS. A resposta que a gestão 2013 se propõe a dar parece simples, mas é o que há de mais básico e vital que é articular e oxigenar lutas conjuntas, com os Diretórios e Centros Acadêmicos de cada curso e buscar vínculos com os grupos de Pesquisa e Extensão que estejam dispostos a construir uma Universidade Popular, a UFRGS que queremos. Estes grupos de Extensão dão exemplos de como disputar o caráter da Universidade. Há muito o que aprender.

O programa da chapa traz três eixos que esboçam o caráter de Universidade que queremos:

• Em defesa da Autonomia Estudantil e da Paridade 33%!
• Estudante Trabalhador : Afirme-se! Crítica a resolução 19/2011 do CEPE (http://www.ufrgs.br/caar/?p=7728)
• Universidade Pública e Popular!

Com o afã de novas construções horizontais, organizados em Grupo Temáticos (GT's) abertos a participação de qualquer estudante durante todo o ano. Este ano o DCE avança quando defende o caráter público da Universidade, mas avança muito mais quando se coloca dentro da disputa, na ofensiva, propondo um horizonte estratégico e programático para o Movimento Estudantil (ME) da UFRGS, que é a luta pelo caráter Popular. Este que disputa a Universidade e é disputado pelo ME e seus matizes. Os desdobramentos organizativos dessas políticas virão com participação, organização e comprometimento dos atores sociais envolvidos. Vinculadas com as demandas do povo e articulada com as demandas dos estudantes e dos Movimentos Sociais que demandam a transformação da Universidade e da Sociedade em que vivemos.

A la Lucha!

Viva a Universidade Popular!

DCE-UFRGS é pra lutar!

JCA/RS