“El comandante se queda, el yanqui a fuera” | Juventude Comunista Avançando

quarta-feira, 6 de março de 2013

“El comandante se queda, el yanqui a fuera”


(Nota conjunta da CCLCP e da JCA)

Ao receber a notícia de que havia falecido no país vizinho o aguerrido Comandante Hugo Rafael Chávez Frías, a Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes (CCLCP) e a Juventude Comunista Avançando (JCA) juntaram-se a todo o povo latinoamericano e do mundo com grande consideração e respeito. Todos aqueles que compreendem dia após dia o caráter anti-humanista de uma sociedade baseada na exploração da vida olharam o horizonte com pesar e deram seu até logo.

O processo pelo qual passava a Venezuela, com Chávez à frente, demorou para ser compreendido no Brasil. O documentário “A revolução não será televisionada” – que retratou a manipulação midiática diante da tentativa fracassada de golpe reacionário na Venezuela em 2002 – contribuiu para que os brasileiros tomassem conhecimento de que algo diferente acontecia na Venezuela no começo do século XXI. Poucos sabiam que esse país hermano sofreu um golpe porque tinha um presidente a favor de seu povo. Pouco se sabia porque, no Brasil, ensinavam a ficar de costas para a América Latina. Pouco se sabia porque a revolução não era transmitida na televisão, mas sim combatida pela mídia.

Porém, o tempo passou e ninguém mais poderia deixar de saber que algo diferente acontecia na Venezuela. No Brasil, a vontade de se saber mais aumentou com a palestra de Hugo Chávez durante o Fórum Social Mundial em Porto Alegre, quando publicamente o comandante defendeu o socialismo como alternativa real para a humanidade. Neste dia, os brasileiros se deram conta que Chávez não era um presidente qualquer, mas um homem consciente das profundas mudanças que o mundo necessita.

Pode se dizer que na Venezuela avançou-se na luta pelo socialismo, porque avançaram as condições dignas de vida de seu povo, bem como sua consciência e organização. Avançou a soberania nacional, a luta contra o imperialismo, a solidariedade entre os povos e, sobretudo, avançou a esperança de que sim é possível lutar pelo socialismo e que o capitalismo implica a destruição da humanidade.

E Chávez? Não foi o único responsável, mas sim, foi o Comandante! E assim o chama o povo venezuelano e seus hermanos porque sabem bem a diferença quando dizem: “El comandante se queda, se queda, el yanqui a fuera, a fuera” (“O comandante fica, fica, o ianque fora, fora”). E assim o seguiremos dizendo, porque, como dizia Ali Primera, cantor do povo venezuelano: “Los que mueren por la vida no pueden llamarse muertos y a partir de este momento es prohibido llorarlos”.

Chávez se foi, mas ficou na consciência e organização de todo o povo venezuelano. Depositamos nossa sincera confiança na capacidade desse povo e de suas organizações políticas e sociais revolucionárias de seguir avançando na luta pela emancipação humana e contra o imperialismo, a qual não é possível sem a construção do socialismo. Sociedade esta que foi defendida por Chávez por ser a única alternativa viável.

Rechaçamos qualquer tentativa de intervenção e desestabilização promovida pelo imperialismo contra a soberania popular neste país.

É certo que a chama da vida, a esperança, a dedicação e força do Comandante Chávez acompanharão seu povo na Venezuela e servirão de exemplo a todos os povos da nossa grande pátria latinoamericana. O povo venezuelano, no fim de tarde de terça-feira despediu-se de seu comandante reunindo-se nas ruas de seu país e mantendo acesa a chama da esperança.


HUGO RAFAEL CHÁVEZ FRÍAS, “hasta la victoria, siempre”!

CCLCP - Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes
JCA - Juventude Comunista Avançando