Estudantes da UNESP/Marília (SP) debatem Universidade Popular | Juventude Comunista Avançando

terça-feira, 12 de março de 2013

Estudantes da UNESP/Marília (SP) debatem Universidade Popular

A atividade, que ocorreu na manhã de sexta-feira (08/03), foi parte da semana de recepção aos ingressantes do 1° semestre de 2013 e teve como eixos do debate a análise da gênese da universidade brasileira e as possibilidades de atuação no movimento universitário tendo em vista a luta pela universidade popular. “A universidade brasileira, desde a sua criação, esteve a serviço da classe economicamente dominante, desde as faculdades isoladas no modo de produção escravista colonial, até as universidades conglomeradas na consolidação do capitalismo monopolista dependente no Brasil”, salientou Fausto Moura Breda, que participa do Grupo de Trabalho Nacional de Universidade Popular (GTNUP), convidado como facilitador do debate.

Durante a conversa buscou-se evidenciar que as instituições, mesmo sob a sociedade burguesa, possuem contradições internas que devem ser aproveitadas para acumular força para uma transformação social revolucionária no futuro. Para Fausto, “para disputar a universidade precisamos ter claro qual nosso horizonte estratégico, e construir as lutas cotidianas a partir das demandas dos estudantes em aliança com a classe trabalhadora e os setores populares”.

O GTNUP tem como objetivo contribuir na construção de um movimento nacional de luta pela universidade popular. A avaliação é de que a reorganização do movimento universitário, especialmente do movimento estudantil, somente será possível se partirmos da base nas lutas reais, construindo desde já um projeto de universidade capaz de fazer frente à universidade que hegemonicamente se encontra a serviço do capital. Nesse sentido, uma análise mais detida das universidades estaduais de SP (USP, Unesp, Unicamp) se faz necessária, pois por se concentrarem em um estado estratégico do ponto de vista da produção industrial brasileira têm sido palco de políticas pioneiras de privatização, colocando o ensino superior e a ciência e tecnologia a serviço do lucro, se afastando das necessidades do povo. Também nestas universidades são recorrentes os casos de criminalização do movimento estudantil e dos trabalhadores, fatos que fazem saltar aos olhos os procedimentos autocráticos enraizados nessas instituições.

O momento também foi propício para divulgar as atividades do GTNUP que vem fazendo debates sobre a necessidade de lutar pela produção do conhecimento para o povo (e contra o Código de Ciência, Tecnologia e Inovação – PL 2177), contra a privatização dos hospitais universitários e pela ampliação da democracia nas universidades. Também foi colocada a necessidade de que cada universidade organize um GT próprio, ligando às lutas locais à construção da luta nacional.