[Atualização] Chapas para o 53º CONUNE que a JCA compõem e apoia | Juventude Comunista Avançando

segunda-feira, 13 de maio de 2013

[Atualização] Chapas para o 53º CONUNE que a JCA compõem e apoia

[Primeira postagem em 18 de abril de 2013 | Atualização em 5 de maio de 2013 | Reatualização em 13 de maio de 2013] Muitas universidades estão passando pelo processo eleitoral de tiragem de delegados ao 53º Congresso da União Nacional dos Estudantes, conheça algumas das chapas que a JCA compõem:

Na UDESC compomos a chapa "UNE por uma Universidade Popular":


Na UFG compomos a chapa "Caminhando contra o vento", confira o material:


Na UFRGS compomos a chapa "Ousar Lutar", confira o material:


Na USP compomos a chapa "Nóis num semo tatu", confira o material:


Na UFSC compomos a chapa "Une por uma Universidade Popular":

Chapa 2: UNE, Por uma Universidade Popular!

Reconstruir o movimento estudantil desde a base!

Comparando com períodos anteriores, onde o movimento estudantil brasileiro esteve à frente de lutas massivas que conseguiram impulsionar vitórias importantes em defesa da universidade pública e de avanços democráticos e sociais, como a campanha “O petróleo é nosso” nos anos 40 e 50, a luta pelas reformas de base nos anos 60 e a própria Novembrada ocorrida em SC em 1979 que levou 30 mil pessoas para as ruas contra a ditadura, atualmente fica claro que vivenciamos um período de baixo nível de mobilização estudantil em nível nacional, embora tenhamos presenciado nos dias de hoje algumas lutas importantes ainda de maneira mais pontual e isolada.

A União Nacional dos Estudantes – UNE que dirigiu essas importantes lutas no passado, atualmente se encontra em uma situação lamentável: A entidade não esteve à frente de nenhuma das lutas contra os ataques precarizantes e privatizantes ao ensino superior que ocorreram nos últimos anos!

Essa situação se dá porque os grupos políticos que hegemonizam a direção da UNE a alguns anos (UJS e aliados) impuseram um processo de burocratização, aparelhamento e domesticação da entidade que se aprofunda cada vez mais, colocando a UNE como “entidade propaganda” de todas as políticas do governo federal, e a distanciando cada vez mais das bases e das mobilizações e lutas ocorridas em cada universidade. 

Para superarmos essa atual situação não bastam fórmulas “mágicas” e imediatistas: Como priorizar somente a disputa de cargos na direção da UNE ou a simples criação de uma “nova entidade nacional”. Precisamos fortalecer o nível de consciência e mobilização estudantil nas bases, fazendo com que as lutas ganhem legitimidade perante a maioria dos estudantes num processo onde “de baixo pra cima” consigamos chegar a um patamar superior na organização nacional do ME. Este processo não pode estar desvinculado do debate sobre a universidade que temos hoje e a universidade que queremos, pois a própria dinâmica de organização é condicionada pelo seu conteúdo e pelo seu horizonte. 

Por isso é necessário unificar o movimento em torno de um programa abrangente e de uma prática capaz de derrotar as tentativas de mercantilização da universidade, com articulações nacionais efetivas e construídas com o profundo debate sobre qual universidade queremos. A reorganização do movimento virá necessariamente junto com uma estratégia de universidade, que chamamos de universidade popular, onde as vitórias parciais acumulem força para uma luta geral por outra universidade.

- Por uma UNE autônoma, democrática e de luta!
- Derrotar a cúpula governista e conservadora que se eterniza a anos na direção da UNE!
- Por um movimento estudantil construído desde a base!

Uma luta só faz sentido se possui um horizonte: Por uma universidade crítica, criadora e popular!

A situação que passa o ensino superior brasileiro atualmente é preocupante, as parcerias público-privadas, as Fundações “ditas” de Apoio, o REUNI e tantas outras medidas recentes no fundo possibilitam à universidade entregar sua produção científicas às empresas privadas, não passam de meios de atrelar o conhecimento produzido na universidade pública para os interesses das classes dominantes e de monopólios econômicos inclusive estrangeiros.

Outros exemplos da subserviência dos projetos educacionais brasileiros ao grande capital são as duas últimas iniciativas do governo: o Código Nacional de Ciência Tecnologia e Inovação (PL 2177) e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH, lei 12550). 

O Código tem como princípio disponibilizar as instituições públicas para que monopólios nacionais e estrangeiros produzam conhecimento de forma privada e com fins lucrativos sob o controle das fundações privadas ditas de apoio. Além disso, permite o desenvolvimento de produtos em entidades de ciência e tecnologia privadas mediante concessão de recursos humanos, materiais, financeiros ou de infraestrutura. Certamente são medidas que irão afastar ainda mais a universidade dos interesses e necessidades do povo brasileiro. 

Em 2010 foi apresentada pelo governo federal mais uma iniciativa privatizante contra a saúde e contra os Hospitais Universitários, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – EBSERH, empresa pública de direito privado criada como suposta alternativa a chamada “má gestão” dos HUs. Além de voltar-se à iniciativa privada, a empresa instalará a lógica produtivista, incompatível com a saúde pública, pois coloca o lucro acima dos interesses da maioria da população que necessita do SUS.

É preciso resistir contra todos esses ataques, mas precisamos ter consciência de que essa resistência só poderá obter vitórias reais se estiver articulada com a construção de um horizonte estratégico para a universidade brasileira, uma Universidade crítica ao sistema atual, educacionalmente criadora de conhecimento para a democratização da sociedade e melhoria das condições de vida da população e popular, construída pelo povo e para o povo, a serviço das demandas de transformação positiva da realidade. Bandeiras como a democracia interna universitária (voto universal para a escolha de dirigentes, paridades nos colegiados, abertura da universidade os movimentos sociais) e a proliferação de projetos de pesquisa e extensão ligados às causas populares, são centrais para a edificação deste projeto.

O Grupo de Trabalho Nacional de Universidade Popular – GTNUP foi uma iniciativa que teve início após a realização do 1º Seminário Nacional de Universidade Popular – SENUP ocorrido em 2011 em Porto Alegre. O GT busca aglutinar entidades, organizações políticas, núcleos de pesquisa e extensão e indivíduos interessados em impulsionar uma ofensiva nacional na luta pela universidade popular rumo à criação de um movimento nacional capaz de empreender essa tarefa histórica. 

A UNE deve lutar:
- Contra qualquer forma de privatização e precarização da universidade (que tem expressão na atual “reforma” universitária)!
- Contra a EBSERH e em defesa dos HU’s públicos e estatais!
- Pela realização imediata de concursos públicos para professores e técnico-administrativos!
- Ampliação dos direitos estudantis: mais bolsas, RU, moradia estudantil.
- 10% do PIB para a educação pública já!
- Pela democratização da universidade (voto universal para escolhe de dirigentes e paridade nos conselhos deliberativos)!
- Contra a criminalização do movimento estudantil!
- Por projetos de pesquisa e extensão vinculados às demandas populares!
- Por uma Universidade Popular!