Em greve, estudantes e professores da UEG realizam protesto amanhã (16) | Juventude Comunista Avançando

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Em greve, estudantes e professores da UEG realizam protesto amanhã (16)

Os estudantes e professores da Universidade Estadual de Goiás realizam amanhã (16) ato em protesto a precariedades do ensino da universidade

15/05/2013

de Anápolis

Os estudantes e professores da Universidade Estadual de Goiás realizam amanhã (16) ato em protesto a precariedades do ensino da universidade. A marcha do movimento grevista acontecerá às 9h no terminal Padre Pelágio percorrendo até a Praça Cívica, onde será engrossado o movimento pelo repúdio as mazelas do ensino da UEG.

Segundo informações dos universitários, o curso de Arquitetura está com déficit de 12 professores. A solução encontrada pelos alunos e a própria administração foi unificar as turmas que estão em períodos diferentes para viabilizar as aulas, que mesmo assim conta com apenas quatro professores disponíveis para oito disciplinas diferentes. Os problemas existem também na Engenharia Civil, que está com laboratórios fechados por falta de técnicos administrativos.

De acordo com o deputado Mauro Rubem, apoiador das reivindicações dos alunos e dos servidores, a falta de infraestrutura nos campus da UEG causa uma série de transtornos aos estudantes e professores. Nas unidades, o elevador está parado há mais de dois anos, o piso de madeira está podre, cadeiras estão quebradas, paredes estão mofadas, livros estão deteriorando e parte do teto está seguro por uma viga de madeira por causa das rachaduras. “O governador precisa entender que é preciso investir na educação pública do nosso Estado, com reforma, ampliação e construção da infraestrutura das unidades, além da ampliação e atualização do acervo das bibliotecas para os alunos da instituição”, ressaltou.

O movimento “Mobiliza UEG”, - que encabeçou a paralisação dos alunos, professores e técnico-administrativos -, alega que a universidade tem atualmente 2.133 professores em seu quadro, dos quais 1.317 temporários, o que corresponde a 61,74% do total (na Universidade Federal de Goiás, esse índice é de 13%). Para o movimento há uma política de contratos temporários que são revalidados a cada ano, aumentando assim a rotatividade em função dos baixos salários e a falta de estrutura.

Para Mauro Rubem, “o problema não é a greve, ela é a solução. O problema éo desestímulo, a falta qualificação, a desvalorização dos educadores”. Dessa forma, este é um problema não apenas dos professores que estão paralisados, mas de toda a população. “Lutamos em prol do respeito à carreira dos professores, por meio de um plano de carreira que valorize a qualificação, assim como a garantia de condições adequadas de trabalho” finaliza o parlamentar.