Chávez, sua história e seu legado | Juventude Comunista Avançando

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Chávez, sua história e seu legado

Fôssemos infinitos
Tudo mudaria
Como somos finitos
Muito permanece.

Bertolt Brecht

Da sua infância a presidência 

Hugo Chávez nasceu na cidade de Sabaneta, localizada ao sudoeste de Caracas, filho de professores do ensino fundamental, teve uma infância pobre em termos materiais, mas extremamente rica em termos educacionais. Sua avó, responsável por lhe ensinar as primeiras letras do alfabeto, também o influenciou na formação de sua personalidade, através de suas histórias que traziam consigo um teor de criticidade, amor a pátria e solidariedade. Assim, graças a Mamá Rosa, a criança que cresceu em uma casa de chão batido e teto de palha, pôde enfrentar todas as dificuldades econômicas fantasiando uma vida diferente para si e toda sua gente. 

A partir de 1971, o jovem que demonstrava possuir certas habilidades no beisebol, conseguiu entrar para a Academia Militar, onde em pouco tempo se graduaria como subtenente se especializaria em práticas de contra-insurgência. Desde então, Chávez começou a traçar um caminho diferente para sua vida, juntando as suas experiências com os acontecimentos políticos que tomavam cena na América Latina ele pôde avançar no seu entendimento da realidade política que o cercava. É conhecida a história de que durante uma operação na Marqueseña, em Barinas, Chávez encontrara um Mercedes Benz escondido com um porta-malas cheio de livros que seriam rapidamente confiscados por ele, pois o mesmo queria tomar conhecimento dos seus autores: Marx e Lenin. 

Assim, Chávez foi se fazendo combatente. Mais do que isso, foi se transformando num rebelde insurgente! Tanto é que em 1992, com um “Caracaço” ainda pulsante, ele e mais alguns de seus companheiros de farda tentaram tomar o poder pela força das armas. Porém, no seu primeiro intento ele fracassou. Chávez foi preso, e viu a sua popularidade subir. Foi solto, e viu como candidato a presidência o povo lhe eleger. Agora, Hugo Rafael Chávez Frías, se faz presidente! 

Do seu governo a seu legado 

Chávez foi um grande estadista, pois soube transformar parte de toda renda petroleira em políticas sociais que beneficiavam a todos. Exemplo disso são: as diversas missões educacionais, com a erradicação do analfabetismo e ampliação do acesso ao ensino superior; as melhorias no sistema de saúde, com a promoção de políticas de prevenção nos bairros; o incentivo à construção de moradias populares, apoiando a criatividade de jovens pesquisadores na elaboração de projetos pioneiros; o apoio aos meios de comunicação alternativos, com o incentivo a criação de mais 250 rádios comunitárias; a criação de uma ampla rede de mercados populares, com a venda de produtos subsidiados pelo Estado; além de impulsionar um conjuntos de mudanças de caráter estrutural e político-social, com estatizações e redistribuição de terras. 

Mas um ponto merece o nosso destaque, já que são poucos os que dão a devida atenção para isso. Trata-se do incentivo de Chávez à cultura. Nessa área, ele realizou uma grande transformação com a ampliação do livre acesso a eventos, atividades culturais e cursos de formação. Revitalizou os espaços culturais tornando-os um ambiente familiar para a maioria da população venezuelana, que agora pode desfrutá-lo de forma irrestrita e gratuita. Ele também promoveu a edição e circulação de diversas obras literárias, colocando-as ao alcance de todos em razão de seu reduzido preço. Quando não são distribuídos gratuitamente. 

Chávez acreditava muito no potencial revolucionário dos jovens, tanto que a presença dos mesmos em setores fundamentais do governo é bastante significativa. Seja por dentro das instituições ou na organização dos trabalhos comunitários, a juventude sempre esteve presente nas políticas do governo para levar adiante as suas consignas de luta. 

Além de um grande estadista, Chávez foi um grande ser humano. Católico, Chávez soube combater o estigma do anti-comunismo utilizando-se de sua religiosidade, invocando a imagem de Cristo como o primeiro grande revolucionário. Aos domingos, em seu programa “Alô presidente”, Chávez costumava apresentar os seus projetos, aproveitando aquele espaço para estabelecer um diálogo direto com a população venezuelana, o que lhe permitia formular as suas políticas de acordo com as demandas de cada região. Algo que fazia dele, sem nenhuma dúvida, o presidente mais presente da América Latina. Ele era homem do povo, e como tal, tornou-se presidente.

Publicado originalmente no JA X