Repressão da polícia turca continua: denunciam ataques a sedes do Partido Comunista | Juventude Comunista Avançando

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Repressão da polícia turca continua: denunciam ataques a sedes do Partido Comunista

Turquia - Tribuna Popular - [Tradução do Diário Liberdade] O governo turco enviou veículos policiais blindados, bolas de borracha e jatos de água contra os manifestantes. Calculam cerca de dois milhares de detentos e 79 pessoas feridas nos protestos.

Várias sedes do Partido Comunista da Turquia, como a de Ancara, foram atacadas pela polícia governamental. Em Ancara, o ataque produziu-se durante os protestos populares contra o Governo, nos quais o Partido Comunista está tendo um papel destacado.

A polícia lançou gás lacrimogêneo contra o edifício e detiveram várias pessoas no Centro Cultural. Assim mesmo, jogou granadas com gases lacrimogêneos e várias pessoas ficaram feridas.

Desde o começo dos protestos, o governo reprimiu duramente o povo. De fato, calcula-se, segundo fontes oficiais, que há cerca de um milhar de detentos e 79 pessoas nos protestos.

O governo turco utilizou veículos policiais blindados, bolas de borracha e jatos de água contra os manifestantes e segundo recentes informações poderia ter mobilizado efetivos militares para reprimir os protestos, assim mesmo também ordenou bloquear as redes sociais para censurar a comunicação popular na Rede.

Anistia Internacional denuncia que as forças repressivas do regime de Erdrogan fizeram ao menos dois mortos, embora alguns meios elevem o número de falecidos para 8 e inclusive 12 manifestantes. Os manifestantes, coreando palavras de ordem tais como "Abaixo o Fascismo!" ou "Unidos lado a lado contra o fascismo!".

Sindicatos de trabalhadores públicos convocam a Greve Geral

O sindicato de trabalhadores públicos de Turquia (KESK) convocou uma greve para a terça-feira e na quarta-feira, após a polícia reprimir fortemente as manifestações da passada sexta-feira em rejeição à construção de um shopping no parque Gezi de Istambul.

O sindicato condenou energicamente o uso da força contra os manifestantes e disse que espera que outros sindicatos apoiem a convocação de greve, enquanto o primeiro-ministro desse país, Recep Tayyip Erdogan, qualificou os manifestantes de "extremistas".

O secretário geral do KESK, Ismail Hakki Tombul, confirmou os dois dias de greve a partir da terça-feira e assegura que solicitou a outros sindicatos que se unam aos protestos.

"Desde faz sete dias a gente está na rua e os sindicatos devem de jogar também seu papel nisto", explicou Hakki Tombul.

Acrescentou que a greve anunciada se justifica pelo "estado de terror que se aplicou contra as multitudinarias protestos" dos últimos dias. Esta confederação de sindicatos é formada por 11 organizações operárias e conta com mais de 200 mil filiados.

Desde a terça-feira 28 de maio, registraram-se um total de 235 manifestações no país, nas quais os cidadãos turcos se expressaram a sua rejeição à destruição do parque Gezi em Istambul, onde o governo quer construir um shopping.

Desde sexta-feira, têm-se recrudecido as ações de repressão por parte da polícia, ficando 12 pessoas feridas por traumatismos vários, includídos dois deputados da oposição e uma turista de origem árabe, quem precisa uma operação craneoencefálica, segundo a Ordem dos e das Médicas.

As últimas informações afirmam que as forças de segurança utilizaram durante o último fim de semana gás lacrimogêneo em Ancara (capital) para reprimir a concentração.

Até o momento, o Governo reconheceu a morte de um manifestante, um jovem que foi atropelado por um caminhão da polícia, embora organizações humanitárias falem de, no mínimo, dois mortos.

As fontes do Governo informaram que a Polícia turca deteve a mais de mil 700 pessoas durante os protestos.