Escola Luiz Carlos Prestes oferece curso sobre a obra da juventude de Marx em São Paulo | Juventude Comunista Avançando

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Escola Luiz Carlos Prestes oferece curso sobre a obra da juventude de Marx em São Paulo

A Escola Luiz Carlos Prestes está iniciando mais um curso de formação, desta vez em São Paulo. O Curso intitulado "O Jovem Marx" abordará as obras de juventude de um dos fundadores do socialismo científico, Karl Marx. O primeiro encontro ocorrerá no dia 29 de setembro, no bairro Jardim São Paulo, na capital paulista.

Para participar o interessado deve escrever para o endereço imprensa@cclcp.org manifestando o interesse.

Segue abaixo o texto que fundamenta a concepção do curso, assim como a sua programação.

Primeira Etapa de construção de intelecção da Obra Marxiana, formação do pensamento Marx e a Emancipação Humana

A proposta que se segue para estudos da obra marxiana e sua formação demonstra na gênese de sua constituição três críticas ontológicas, ou seja, três críticas que possibilitam demonstrar como o Ser Social se desenvolve como humanidade para si.

As três críticas ontológicas constituídas por Marx vem confrontar o máximo do pensamento social da humanidade: remetemos à Filosofia Especulativa de Hegel, aos Socialistas Utópicos e à Economia Política Clássica. Ao confrontar essas concepções de mundo se pode chegar em uma forma de intelecção de mundo que não apenas quer indagar o mundo em que se vive, mas busca transformar este mundo. Ou seja, a apropriação da intelecção marxiana de mundo coloca a Marx e a àqueles que se perfilam em sua intelecção de mundo a exigência das transformações radicais do mundo ou, nas palavras de Marx, determinadas pelo ponto de vista da emancipação humana. Isso nos leva para a compreensão radical da ruptura de Marx com a filosofia de Hegel e toda a tradição filosófica do iluminismo; a partir desta compreensão de mundo que rompe com a filosofia especulativa de Hegel e seus seguidores Marx desemboca na crítica à política. A Crítica da política desmascara a possibilidade da emancipação do homem através da melhoria do Estado (burguês), e para isso teria que superar as concepções dos socialistas ingleses e franceses. Seria necessário superar as concepções da economia política inglesa na compreensão do ponto de vista que legitima e justifica a permanência do status quo burguês enquanto expressão no interior do estranhamento-de-si humano; emerge, portanto, a necessidade da empreitada da crítica da filosofia do direito de Hegel, crítica da política e crítica da economia política.

Podemos sintetizar que a proposta para esse curso é observar as aquisições teóricas de Marx desvendando a atividade humana, como ela está permeada pela alienação/estranhamento e sua possibilidade de superação em outra direção. Estas aquisições teóricas de Marx estarão mais elaboradas nas obras tardias, com mais determinações, mais riquezas categoriais, ou seja, com uma complexidade muito mais elaborada que na sua juventude. Com essa afirmação estamos longe de afirmar que há um jovem Marx, filósofo, e um Marx maduro, cientista. Afirmamos que a compreensão destas obras pode auxiliar àqueles que buscam compreender “A Critica da Economia Política”. Esse grupo pode identificar elementos centrais para compreensão da Obra de Marx, confrontar desafios que estão postos ao movimento revolucionário, podemos destacar alguns pontos:

- A apropriação da intelecção marxiana de mundo nas exigências radicais das aquisições e conquistas de Marx determinada pelo ponto de vista da emancipação humana. O que nos leva para a compreensão radical da ruptura de Marx com a filosofia de Hegel e toda tradicional filosofia do iluminismo; ruptura antitética com a política socialista inglesa e francesa e a economia política inglesa, na compreensão dela como ponto de vista que legitima e justifica a permanência do status quo burguês enquanto expressões no interior do estranhamento-de-si humano; emerge, portanto, a necessidade e empreitada da crítica da filosofia do direito de Hegel, crítica da política e crítica da economia política;

- Assim, este curso pode se apropriar da afirmação e desafio de tornar a atividade teórica como atividade essencial humana, em que o ponto de partida e o ponto de chegada têm como único meio de resolução a prática, para ilustrar essa afirmação Lênin foi o teórico Marxista que levou na radicalidade mais profunda essas afirmações;

- O que nos leva para a empreitada de compreender a natureza da ruptura com a filosofia hegeliana e com o ponto de partida do iluminismo;

- Desta maneira, o curso se coloca na direção de que as tarefas teóricas da sua atividade pretendem se tornar força material humana, isto é, as tarefas do grupo terão o caminho da denúncia e destruição do poder desumano – expressão no Estado, propriedade privada e trabalho alienado/estranhado – e casual sobre a humanidade e prospecção do domínio consciente de si e do mundo;

- Tarefas teóricas a serviço da história no processo prático e material da Revolução Radical Social. No entanto, constatamos que a revolução radical social não é possível aqui e agora, mas os passos decisivos devem iniciar no aqui e agora para abrir a possibilidade de nos colocarmos no desafio de contribuir para a efetiva emancipação humana;

As tarefas teóricas deste grupo serão:

a) confronto e crítica com a produção de conhecimento (método) burguês no século XX;

b) compreender as bases filosóficas e da ciência socialistas no sentido da emancipação humana;



Fonte: http://www.cclcp.org/index.php/inicio-pclcp/formacao/440-escola-luiz-carlos-preste-oferece-curso-sobre-a-obra-da-juventude-de-marx-em-sao-paulo