Portugal: Governo perpetua "ataque claro" à escola pública e favorece privadas | Juventude Comunista Avançando

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Portugal: Governo perpetua "ataque claro" à escola pública e favorece privadas

Portugal - Esquerda - A Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) acusou este domingo 17 de Novembro o Governo português de perpetuar um "ataque claro" à escola pública, reduzindo o apoio dado aos estabelecimentos de ensino público e apoiando os privados.

No comunicado divulgado, a CNIPE fala num " ataque claro deste governo à escola pública".

"Quando estamos perante o ensino obrigatório até aos 18 anos, verificamos que os responsáveis pela educação em Portugal pretendem unicamente criar escolas de elite, apoiando iniciativas privadas e reduzindo drasticamente o apoio às escolas públicas", refere a nota divulgada após uma reunião que juntou na Marinha Grande a direção daquela Confederação.

Tendo em conta "inúmeras preocupações manifestadas pelos pais e encarregados de educação", a CNIPE "colocou mais uma vez a política educativa como ponto fulcral na sua agenda".

A CNIPE alerta que "são cada vez mais as famílias que não conseguem fazer face às necessidades escolares, designadamente a compra de materiais escolares" e que há um "aumento significativo de alunos que chegam à escola sem terem comido em casa".

Para a CNIPE, a proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano "ainda será mais penalizadora para as famílias, como também provocará uma maior exclusão dos alunos na escola pública, que se quer promotora de igualdade de oportunidades".

"A CNIPE entende que só com alterações significativas, durante a discussão do orçamento na especialidade, se conseguirá alcançar uma escola de sucesso. Se tal não se verificar mais uma vez estaremos a condenar ao insucesso os mais frágeis e que se encontram numa situação de emergência social", pode ler-se no comunicado hoje divulgado.

Na nota, a CNIPE defende ainda que "as propostas das novas reformas dos programas são um claro retrocesso civilizacional, porque propõem conteúdos programáticos que não têm em conta o estado de desenvolvimento" dos alunos.