Desde Quito, a Delegação da JCA ao 18° FMJE manda saudações aos militantes e amigos | Juventude Comunista Avançando

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Desde Quito, a Delegação da JCA ao 18° FMJE manda saudações aos militantes e amigos

O povo equatoriano é um povo alegre e lutador. Nesse clima de fraternidade ímpar fomos recebidos no 18° Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes (FMJE). Com mais de 8.000 delegados de todo o mundo, o Festival tem sido um exitoso espaço de articulação da luta anti-imperialista a nível mundial.

O contato com povos de todo o mundo permite trocar experiências, conhecer e aprender com a luta dos trabalhadores e jovens de todas as partes. O interesse pelo que ocorreu no Brasil em Junho deste ano por parte das delegações internacionais tem aberto bons contatos. Temos conversado com juventudes comunistas do México, Espanha, Vietnam, Venezuela, Peru, Colômbia, Bolívia, Grécia, Estados Unidos, Paraguai, Equador, e muitas outras. Destacamos também a luta do povo Saarauí (Saara Ocidental), um povo heroico, que vive há décadas sob ocupação do Marrocos e reivindica a autodeterminação de seu povo na República Democrática Saarauí, que ainda não é reconhecida pelo governo brasileiro. Haitianos também relatam o terror da ocupação das tropas Minustah.

A densidade de trabalho político é imensa, concentrada principalmente em reuniões bilaterais com organizações comunistas, e com a distribuição de nosso material na banca da JCA, especialmente o último Jornal Avançando, especial para o Festival. Também ocorrem reuniões regionais, a última pautou a Resolução Política do continente latino americano, com debates um tanto polêmicos, especialmente sobre a caracterização do governo brasileiro.

Nessa terça-feira, dia 10, ocorreu a reunião mundial, voltada à aprovação da Resolução Política do festival. Avaliamos que a resolução aprovada foi bastante avançada, marcada por um salto de qualidade na caracterização do caráter do imperialismo. O documento diz que “o movimento juvenil anti-imperialista, através dos Festivais, apontou o caminho para os povos, o caminho da paz, a solidariedade e o progresso social, o caminho da abolição da exploração capitalista”. E mais adiante, o documento afirma que “o imperialismo é um sistema com uma base econômica específica que é a fase superior do desenvolvimento capitalista impondo formas diferentes de exploração, mas sempre com o mesmo objetivo. Entendemos, consequentemente, que nossa luta é uma luta para a derrubada desse sistema e para construir o novo mundo”. Desse modo, a FMJD se aproxima da compreensão de que o imperialismo não é simplesmente uma forma de fazer política, mas sim é expressão do capital monopolista em nível mundial, em que as consequências destrutivas para os povos são inevitáveis enquanto perdurar o próprio modo de produção.

Desde Quito, mais certa de que o socialismo é a única alternativa para a humanidade, a Delegação da JCA envia calorosos sentimentos de combate a toda sua militância e amigos. Sempre que por alguma razão nós vemos desanimados e cansados com a dura rotina da luta, com os difíceis avanços que exigem grande dedicação, e muitas vezes também com as derrotas na luta de classes, não esqueçamos: não estamos sozinhos! O internacionalismo proletário é parte fundamental da concepção marxista-leninista de organização e luta. Devemos nos sentir parte das batalhas que ocorrem em cada canto do mundo, que também contribuem para a luta em nosso país!

Saudações comunistas!

Viva a JCA!
Viva a FMJD!

Delegação da JCA ao 18° FMJE
Quito, 11 de Dezembro de 2013.