Ano de 2013 teve 5 milhões de novos desempregados, diz OIT | Juventude Comunista Avançando

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Ano de 2013 teve 5 milhões de novos desempregados, diz OIT

Até 2018, cerca de 215 milhões não estarão inseridas no mercado de trabalho, aponta relatório da organização
A dois dias de começar o 43º Fórum Econômico Mundial, a OIT (Organização Internacional do Trabalho) aponta que o número de desempregados no mundo cresceu em 5 milhões de pessoas no ano de 2013. Divulgado nesta segunda-feira (20/01), o relatório revela que a taxa de desemprego atinge 202 milhões de habitantes, o que representa uma taxa de 6% em escala mundial.

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De acordo com o estudo, a economia mundial começou a se recuperar, mas este processo é lento e não gera oportunidades de emprego. A expectativa é que nos próximos quatro anos o índice chegue a 215 milhões de pessoas, tendo em vista que nesse período a economia mundial só teria capacidade de criar 40 milhões de novos empregos a cada ano para as 42,6 milhões de pessoas que ingressarão no mercado de trabalho.

Os dados apresentados estão em conformidade com as pesquisas antecipadas pelo Fórum Econômico Mundial, divulgadas na semana passada. A conferência, que terá a participação de diversos líderes empresariais e políticos, deve focar na discussão acerca das tendências econômicas para 2014: altos níveis de desemprego e aumento da desigualdade social.

Até 2018, haverá, portanto, mais profissionais do que vagas. Nesse período, as perspectivas de emprego afetam principalmente os jovens: em 2013, cerca de 74,5 milhões de pessoas na faixa de 15 e 24 anos estiveram sem trabalho, representando pouco mais de 13% da taxa de desemprego.

Para Guy Ryder, diretor-geral da OIT, é preciso repensar as políticas e intensificar os esforços para acelerar a geração de empregos. Especialistas da organização constataram que vários setores da economia estão gerando lucro, mas este é investido principalmente nos mercados de ativos e não na economia real, o que explica as perspectivas negativas do emprego a longo prazo.

(*) com Agência Efe