São Paulo: 2º ato contra a Copa do Mundo foi fortemente reprimido pela polícia | Juventude Comunista Avançando

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

São Paulo: 2º ato contra a Copa do Mundo foi fortemente reprimido pela polícia

Foto: retirada do site do Partido Anarquista Internacional.
Brasil - Diário Liberdade - O 2º ato contra a Copa do Mundo no Brasil, ocorrido no último sábado (22/02) na cidade de São Paulo, não chegou ao fim.

O 2º ato, também chamado de "Se não tiver direitos não vai ter copa - educação", teve início na Praça da República, centro da cidade, e logo foi atacado no meio. De forma gratuita, a tropa de choque da Polícia Militar do estado de São Paulo partiu para cima dos manifestantes transformando o centro da cidade numa grande praça de guerra.

O GAPP - Grupo de Apoio ao Protesto Popular fez um resumo sobre o ato:

Intimidação aos manifestantes nos dias que antecederam o protesto

Durante a semana pessoas aleatórias que confirmaram presença na manifestação pelo Facebook foram intimadas pela Secretaria de Segurança Pública a depor numa tentativa de esvaziar o ato.

Provocação policial

Quando os manifestantes chegaram ao local do protesto, três mil policiais já estavam no local, sendo que os melhores números indica que a manifestação tinha os mesmo três mil pessoas. A polícia disse que era apenas mil.

Manifestação pacífica

Foto: retirada do site do PSTU
A manifestação ocorria de forma tranquila e pacífica e não havia absolutamente nenhum evento para justificar a repressão violenta da polícia. Até o ataque, palavras de ordem não haviam sido direcionadas à polícia e nenhuma vidraça tinha sido depredada. Apenas pessoas cantando e marchando pacificamente.


Ataque brutal da polícia

Mesmo assim a polícia encurralou parte dos manifestantes impedindo sua circulação, a captação de imagens ou simplesmente que os demais manifestantes pudessem ver o que ocorria no centro da emboscada.

Veja como a polícia paulista impediu que a manifestação continuasse:
 

Os manifestantes que ficaram fora do círculo da polícia também foram perseguidos pelas ruas da cidade (veja no vídeo abaixo). Agressões físicas duraram toda noite: fosse a caminho do Teatro Municipal, no Vale do Anhangabaú, na Praça da República ou na frente dos Distritos de Polícia (DPs), onde os manifestantes estavam sendo levados.

Vídeo feito pela equipe da TV PSTU mostrando a perseguição da polícia aos manifestantes:


Após detidos os manifestantes foram divididos, levados para diversos Distritos Policiais e movidos de um distrito para o outro, dificultando assim tanto a localização dos cidadãos (que, lembrando, não haviam recebido nenhuma acusação) como a atuação dos advogados.

262 pessoas detidas

Segundo último informe do twitter da Polícia Militar de São Paulo foram detidas 262 pessoas para averiguação. Logo de forma ilegal e inconstitucional.

Ativistas denunciam tática "Hamburger Kessel" usada pela polícia

Foto: na imagem acima o crime ocorrido na Alemanha em 1986. Logo abaixo o ocorrido em São Paulo no último sábado
A tática usada pela polícia no sábado já foi usada por forças de repressão de outros países.

Conhecida como "Caldeira de Hamburgo" (Hamburger Kessel) a tática consiste em cercar os manifestantes por quanto tempo for necessário até que possam levá-los detidos. Durante o cerco, os manifestantes são impedidos de comer, beber ou ir ao banheiro.

A primeira utilização da "Caldeira de Hamburgo" foi em 1986 e levou 13 horas para a polícia deter os manifestantes que protestavam contra a energia nuclear em Hamburgo (Alemanha).

Proibida naquele país, foi responsável pela punição de quatro policiais por crime de privação de liberdade.

Leia mais: Como foi o 1º ato contra a Copa do Mundo em São Paulo e no Brasil

Novo ato

O 3º ato contra a copa: "Se não tiver direitos não vai ter copa - transporte", na cidade de São Paulo, já foi convocado para o dia 13 de março.