Pelo direito à luta pela saúde 100% pública e gratuita, anulem a suspensão contra a residente Elsa Roso! | Juventude Comunista Avançando

terça-feira, 20 de maio de 2014

Pelo direito à luta pela saúde 100% pública e gratuita, anulem a suspensão contra a residente Elsa Roso!

A profunda privatização e o crescente desmantelamento dos princípios democráticos que constituíram o Sistema Único de Saúde (SUS) 100% público e gratuito são realidade visível enfrentada por uma série de trabalhadores, estudantes e entidades sindicais. Contudo, como se não bastasse o assédio moral permanente sobre os militantes que estão por todo o país lutando contra essas políticas públicas privatizantes, está em curso uma evidente repressão aberta contra aqueles que não se deixam calar pelos interesses dominantes.

O Polo Comunista Luiz Carlos Prestes (PCLCP), o Movimento Avançando Sindical (MAS) e a Juventude Comunista Avançando (JCA) priorizam a participação ativa nessas lutas por uma saúde 100% pública e gratuita, em que a saúde seja compreendida em sua totalidade, como o conjunto de condições humanas para a realização da vida. Por isso participamos da Frente Nacional Contra a Privatização do SUS, e em cada local de trabalho, estudo e moradia tocamos os principais enfrentamentos contra as políticas que consolidam a mercantilização da saúde, como as entidades empresarias forçosamente chamadas de Organizações Sociais (OSs) e/ou Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Combatemos não só essas privatizações como também a criação e os incentivos aos monopólios dos Planos de Saúde privados.

Nesse momento uma de nossas camaradas, a assistente social residente do Programa de Residência Integrada em Saúde da Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Sul, Elsa Roso, está sendo duramente reprimida pelo questionamento efetivo dessas políticas. Militante ativa e questionadora, nossa camarada está sofrendo processos internos da instituição, que se consolidou em um afastamento temporário de 30 dias. Além disso, a Fundação Pública de Direito Privado que gerencia a unidade de saúde onde a residente trabalha está exigindo “pedidos de desculpas” para a instituição, numa clara tentativa de punir a militante para dar o “exemplo” aos residentes e constranger os demais trabalhadores.

Tal prática não pode ser somente repudiada. Essa atitude autoritária remete aos períodos em que a “democracia burguesa” fechou seu modelo de dominação e instituiu controles repressivos que negavam o direito ao questionamento da ordem social. Os entulhos da ditadura não foram removidos ainda, eles permanecem em guarda esperando somente o momento propício em que o povo se organize e questione as suas políticas.

O PCLCP, o MAS, a JCA, nossos camaradas que atuam no movimento da saúde e principalmente a camarada Elsa, compreendem que esse é apenas mais um embate na constituição de uma saúde que tenha como objetivo central e único a plena realização da vida do povo. Ou seja, que dissolvam quaisquer interesses mercantis sobre essa que é uma área vital e profundamente assediada pelos grandes monopólios nacionais e internacionais.

Em vigilante solidariedade, estamos nessa luta com a camarada Elsa, e todas as outras que estão por vir, em defesa dos princípios que constituíram o SUS.

Polo Comunista Luiz Carlos Prestes (PCLCP)
Movimento Avançando Sindical (MAS)
Juventude Comunista Avançando (JCA)