26-M - Por uma unidade independente, combativa e com um horizonte claro | Juventude Comunista Avançando

segunda-feira, 23 de março de 2015

26-M - Por uma unidade independente, combativa e com um horizonte claro

A JCA se soma ao Dia Nacional em Defesa da Educação!
No próximo dia 26 de março, nas universidades de todo o país, o movimento estudantil brasileiro convoca dia nacional de lutas contra o corte de verbas na educação. O pacote de ajuste fiscal adotado pelo governo prevê nada mais que R$ 7 bilhões de corte no orçamento da educação, o que começa a impactar nas universidades com a suspensão do pagamento de bolsas, terceirizados, atraso na volta às aulas, etc.

Sabemos, porém, que os setores mais afetados por tal corte são os historicamente mais menosprezados e sucateados, como as licenciaturas e humanas, enquanto que os setores mais ligados ao campo produtivo da economia, centrais na reprodução do capital, estarão um pouco mais confortáveis. Além disso, também serão afetados os programas de permanência estudantil, tensionando a vida das camadas populares da universidade. 

A hipocrisia do governo Dilma tem chegado ao seu ápice: Partidos dos Trabalhadores que ataca direitos trabalhistas, e Pátria educadora que reduz verbas para a educação. Mas se por um lado o governo do PT aprofunda as medidas de ajuste fiscal, por outro há uma clara investida da extrema-direita em derrubar qualquer resquício de avanços democráticos. O nível de degeneração ao qual chegou o governo Dilma acabou por enterrar qualquer possibilidade de sua defesa declarada por parte da esquerda combativa, como gostariam os setores governistas.

Portanto, só uma unidade política entre as forças da esquerda combativa em torno de uma plataforma mínima de reivindicações populares, com caráter independente e combativo será capaz de derrubar a direita fascista assanhada e barrar os ataques do governo Dilma.

Acreditamos, por fim, que dentro do movimento universitário é preciso construir um movimento com um horizonte claro de disputa, que transcenda os limites da universidade pública (a serviço do capital também) de hoje, e avancemos em direção à uma universidade crítica, criadora e popular; que abra caminhos e cave trincheiras dos movimentos populares para romper com a atual universidade do capital. Do contrário, por mais que sejam barrados os ataques ou realizadas algumas conquistas pontuais o movimento ficará sempre no seu imediatismo, irá se dissipar sem conseguir vislumbrar a conquista de patamares superiores da luta, perdendo o acúmulo político daquela pauta.

Por isso a Juventude Comunista Avançando se soma aos movimentos que estão construindo o 26-M, pois acreditamos que a construção de uma unidade independente e combativa é o primeiro passo para reorganizar e reorientar o movimento estudantil e universitário em um sentido mais amplo. Colocaremos, assim, toda nossa militância em atividades de mobilização nesse dia!

Segue abaixo o manifesto na íntegra:


26M: DIA NACIONAL DE LUTA DA EDUCAÇÃO!

O ano de 2015 começou com um corte nas áreas sociais, a mais atingida foi a Educação, foram mais de 7 bilhões de reais. O impacto disso na realidade de cada universidade, seja privada ou pública, já é sentido pelos estudantes, professores, técnico-administrativos e terceirizados, inclusive várias universidades do país estão com atrasos no pagamento dos salários dos funcionários terceirizados, impedindo o inicio das aulas, como na UFRJ e UERJ. Bolsas de pesquisa e assistência estudantil também sofreram corte e/ou estão atrasadas. Na UnB, por exemplo, dos 11 milhões que deveria receber esse ano, foram transferidos cerca de 30% a menos. Os jornais anunciam que a UFMG está há 3 meses sem pagar a conta de água e energia. Na UFRGS as aulas começaram com os Restaurantes Universitários fechados.

Nas universidades privadas o caso mais emblemático é o corte no repasse do FIES. Nesse programa o governo banca a mensalidade dos estudantes e depois da formatura cobra com juros. São inúmeros estudantes que tem se endividado ainda mais para ter acesso à educação. E agora com as mudanças, vários estudantes que estão no meio do curso podem ter que largar por não conseguir pagar e ainda vão sair como inadimplentes. Esse é um problema do governo que apresentou o FIES como a saída para a falta de universalização do ensino público ao mesmo tempo em que servia aos empresários do mercado educacional com repasse indireto de recursos públicos. Diante da crise o governo escolheu recuar e fazer cortes, colocando a conta nas costas dos estudantes. Sem falar nas demissões de professores, como na PUC SP onde foram mais de 50 demitidos.

Nas universidades estaduais os cortes também são gigantescos. A situação das universidades estaduais do Paraná são uma expressão do impacto do plano de ajuste na educação, lá todas as estaduais correm o risco de não abrir o semestre letivo porque o governo não repassou a verba. Em São Paulo as estaduais começam o ano com 203 milhões a menos e na USP vários trabalhadores estão na berlinda da demissão. Esse quadro também atinge as estaduais do Rio de Janeiro.

A realidade é a mesma de norte a sul do país, diante da crise que vivemos, os governos federal e estaduais querem que os trabalhadores e a juventude paguem a conta, com demissões, cortes de direitos, aumentos de impostos e tarifas públicas, como a gasolina, a energia e a tarifa do transporte público. Enquanto isso, o governo Dilma continua destinando quase metade do orçamento para os banqueiros através do pagamento das dívidas interna e externa; parlamentares aumentam seus próprios salários; e a Petrobrás segue sendo privatizada e desfavorecida em leilões que entregam nosso petróleo e gás para empresas estraeiras e agora com, saqueada por partidos e políticos do PT ao PSDB e sofrendo pela recém anunciada política de desenvestimento. Por isso, a verdadeira alternativa já tem sido construída nas ruas, greves e ocupações dos trabalhadores, como nos casos da greve operária da Volkswagen de São Bernardo e da GM de São José dos Campos e a luta dos operários do COMPERJ no Rio de Janeiro. Mas também em várias universidades através das assembleias e lutas que vem ganhando força, em mobilizações que contra as políticas neoliberais do governo federal na educação e as medidas políticas e econômicas conservadoras.

Os professores do Paraná devem nos servir de exemplo. Numa luta em conjunto com os estudantes eles pararam as ruas de Curitiba contra o pacote de ajustes do governador do PSDB. E agora para fortalecer a luta de cada universidade, devemos nos unir e parar as universidades e as ruas no Brasil para lutar contra o pacote de ajustes de Dilma e Levy. Unificando a luta estudantil à luta dos trabalhadores, vamos construir um grande dia nacional de luta contra os cortes na educação.

Dia 26 de março faremos um dia nacional de lutas pela educação nas universidades e escolas, resgatando a memória do secundarista Edson Luis, mártir do movimento estudantil brasileiro na luta contra a ditadura, para derrotar o ajuste e os cortes do governo Dilma.

Assinam:

Iara Cassano – Secretaria Geral da UNE
Katerine Oliveira – 1ª vice presidente da UNE
Janaína Oliveira – Comissão Executiva Nacional da ANEL
Camila Souza Menezes – Diretora Executiva de Direitos Humanos UNE
Deborah Cavalcante – Diretora de Movimentos Sociais da UNE e DCE UFPI
Kauê Scarim – Diretoria de Políticas Educacionais da UNE
Mariana Nolte – Juventude Vamos à Luta/RJ
Felipe Alencar – Diretor do CA de Pedagogia da Unifesp
Diana Nascimento – Ciências Sociais Unicamp e Diretora da UEE-SP
Tatiane Lopes - Coordenadora do Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp
Adriana Souza – DCE – UEM
Aline Vieira – Diretora LGBT da UPE e DCE UTFPR
Anderson Castro – Diretor da UNE
Anderson Morais – Diretoria Executiva da União Catarinense dos Estudantes (UCE)
Arielli Tavares – DCE – USP
Breno Mariz – Presidente do DA de Direito da UFRN
Camila Falcão – Coordenadora Geral do DCE UFRPE
Carlos Edísio – 1˙ Diretor de universidades públicas da UNE
Cecília Rodrigues – Pedagogia Unicamp
Célio Peliciari – Ciências Sociais Unesp Araraquara
Claudiane Araújo – DCE – UNIFAP
Deodoro Ribas – Presidente do DCE UFABC
Diego Aguirre – CA de Ciências Sociais UFU
Edemiler Api – CA de Ciências Sociais da UFSC
Eduardo Ferreira – Administração Unicamp
Eduardo Rodrigues – Coordenador Geral do DCE-UNAMA
Erick Denil – presidente da UMESPA
Fábio Moroni – Centro Acadêmico de Geografia da UFPA
Fernanda Souto – Medicina UFTM
Flavia Calado – CA de Direito e DCE UNIFAP
Francisco Marques – Coordenador do Centro Acadêmico de Filosofia da UFMG
Gabriel Alves – DA de Geografia UFF
Gabriel Henrique Nagoaka – DCE Unioeste Foz do Iguaçu
Gladson Reis – Diretor de universidades particulares da UNE
Glauco Plens – Medicina USP
Guilherme Bianco – vice presidente da UEE-SP
Mariana Moura – Presidente da APG-USP Capital
Guilherme Kranz – Estudantes da USP e militante da Juventude às Ruas
Heitor Glass – DCE UNIFAP
Hugo Dantas – DCE UFC
Jean Ilg - Estudantes da UFRJ e militante da Juventude às Ruas
Jean Marcelo – Geografia UFSCAR Sorocaba e Diretor da UEE-SP
João Berkson – DCE UeVA
Jonatan da Silva – Coordenador Geral do DCE-UNIRIO
Juliana Rocha – Fórum em Defesa da Saúde e da Educação – UFMG
Juliano Marchant – DCE UFRGS
Julio Anselmo – DCE – UFRJ
Katu Silva – 1º tesoureiro da UNE
Kézia Bastos – Diretora do CA de Psicologia da UFF-Rio das Ostras
Lara Pinheiro – Diretora do CA de História da UFF-Niterói
Letícia Moreira – presidente da UGES
Lício Jônatas – DCE UCB
Lívia Rodrigues – Medicina Santa Casa
Lu Araújo – DCE – UFAL
Luana Brito – Coordenadora Geral do DCE UEFS
Lucas Brito – Comissão Executiva Nacional da ANEL
Lucas Marcelino – 1˚ diretor de RI da UNE
Luiza Buzgaib – Diretora do DA de Serviço Social da UFF-Niterói
Luiza Foltran – DCE UFRJ
Marcos Kaue – presidente da UMES/SP
Marcus Moura – 1˙ Diretor de assistência estudantil da UNE
Mariana Trindade – Diretora da UBES
Mariara Cruz – diretora da UNE
Marie Castaneda – Coordenadora do Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp
Matheus Costa – Engenharia Mecânica Unicamp
Matheus Gomes “Gordo” – DCE UFRGS
Matheus Moraes – Presidente do DCE UFCG
Fabiana Amorim – Diretora da UBES
Michelle Santos – Tecnologia em Controle Ambiental Unicamp
Natália Guimarães – DCE UFG
Natália Lucena – Juventude Vamos à Luta/Uberlândia
Nathalia Bittencurt – Diretora da UNE
Nunah Alle – DCE UFES
Odete Cristina - Estudantes da USP e militante da Juventude às Ruas
Pâmela Oliveira – DCE – UFC
Paula Alves – CST-PSOL/RS
Paulo Henrique Silva – Centro Acadêmico de Psicologia da UEL
Pedro Dal Agnoll – DCE UNICENTRO – PR
Pedro Serrano – Diretor da UNE
Pedro Victor Rebelo – CAHIS UERJ
Larissa Rahmeier – Diretora de Políticas Educacionais da UNE
Raissa Moraes – Diretora de Mulheres da AERJ
Rana Agarriberri - CST-PSOL/MG
Raphael Pena – Diretor do DCE UFRJ
Raquel Polydoro – Coordenadora Geral do DCE-UNIRIO
Renata Silva – DCE UNESPAR Paranaguá
Robson De Araújo Júnior – Diretor do DCE UFRJ
Rodrigo Lucas – secretário geral da UBES
Rômulo Abreu Lourenço – Diretor do DA de Sociologia da UFF-Niterói
Samara Monteiro – presidente da UNEFORT
Satiko Konishi – Diretora do CA de Serviço Social da Unifesp
Silvia Guerreiro Giese – DCE UFPA
Tadeu Lemos – Diretor de Assistência Estudantil da UNE
Tatiane Lima - Coordenadora do Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp
Tauany Barbosa – Estudante da Universidade Fama ABC
Thiago Brito – DCE UNIMEP
Valmir Teotônio – diretor da UNE
Vanessa Couto – DCE USP
Vinicius Eckert – Coordenador do DCE-UFRGS
Virginia Guitzel – Movimento LGBT
Vynicius Campus - Estudantes expulso da UNESP e militante da Juventude às Ruas
Winnie Freitas – Diretora do CA de Serviço Social da UFF-Rio das Ostras