A juventude trabalhadora tem a imprescindível tarefa de se organizar e lutar pelo seu futuro | Juventude Comunista Avançando

sexta-feira, 1 de maio de 2015

A juventude trabalhadora tem a imprescindível tarefa de se organizar e lutar pelo seu futuro


Neste 1º de maio, ano de 2015, vivemos tempos duros para a classe trabalhadora.

Sabemos que as classes dirigentes brasileiras nunca tiveram qualquer pretensão de tornar socialista nossa nação. Aliás, sequer tiveram o interesse de tornar o Brasil um país soberano, nunca coraram nas inúmeras vezes em que se aliaram às potências imperialistas contra os interesses das classes trabalhadoras.

Porém, nas atuais aventuras das elites, no terreno institucional, para liquidar os poucos direitos que os trabalhadores ainda sustentam, ouve-se justificativas estapafúrdias, como a de que se precisa “endireitar o país”, ou “expurgar as ideias socialistas”. Basta enxergar um palmo além do nariz para reconhecer a falaciosidade dessas afirmações.

Infelizmente os “jihadistas” da guerra santa pelo “Estado mínimo” possuem do seu lado um aparato ideológico muito eficiente: a grande mídia. A indústria televisiva e suas ferramentas são capazes de manipular mentes e subverter ideias. Os jovens são o elo mais fraco, sendo os principais destinatários dessa grande arma.

Assim, hoje podemos dizer que a juventude brasileira está no mínimo confusa quanto ao seu papel na sociedade. Se em tempos passados possuíam maior clareza dos fatos e tinham um posicionamento mais adequado a sua colocação de classe, hoje isso tem se tornado mais difuso e invertido.

É comum ver jovens defendendo ideais liberais, fazendo exortações fascistas, sem que, contudo, saibam o que dizem e fazem. Há uma espécie de consenso social de que já não existe ideologia e que tudo o que nos restaria é ganhar dinheiro às custas do que seja necessário. Não entendem, enfim, que essa mentalidade também é uma ideologia, e implantada pelos setores mais conservadores. Em outras palavras, a juventude trabalhadora têm sido cooptada pela burguesia.

Nessas condições que se apresentam as propostas mais nefastas trazidas por um dos congressos mais conservadores da história recente do Brasil, parlamentares estes que foram eleitos em grande medida pelos votos dos jovens da classe trabalhadora, infelizmente.

A aprovação à toque de caixa pela Câmara dos Deputados do projeto de lei 4330, que trata da regulamentação e do franqueamento das terceirizações, é um dos mais claros exemplos disso. Querem transformar a massa trabalhadora brasileira em autômatos robotizados, querem apenas nossa força de trabalho, nada mais.

Outra incursão parlamentar contra os direitos da classe trabalhadora é a tão desejada redução da maioridade penal, que as elites defendem como tarados. Através da uma Proposta de Emenda Constitucional pretendem encarcerar e empurrar adolescentes de 16 anos às masmorras cinzentas do ódio. Sabemos que a clientela do sistema prisional tem classe e cor, por isso trata-se sim de um perigoso ataque ao nosso futuro.

Como não lembrar também de propostas como a do “estatuto da família”, tentativa de impor barreiras aos direitos civis dos homossexuais, ou da revisão do “estatuto do desarmamento”, facilitando o acesso da população em geral a armas, flerte ao retorno dos períodos da autotutela.

Não se pode esquecer que tais propostas encontram respaldo em parte considerável da população, principalmente aquela suscetível aos discursos de ódio e segregadores das elites, veiculadas pelos seus meios de comunicação.

A juventude, como dito, não está imune a isso, apesar de sua inerente vontade de mudança. Ocorre que essa importante força motriz de toda revolução tem sido cooptada pela ideologia que lhes é imposta: a liberal. Nos estratos mais baixos de renda pode-se identificar uma juventude pouco interessada em agir coletivamente para uma mudança estrutural, nos estratos mais intelectualizados -- mesmo engajados -- ideais relativistas e pós-modernistas ganham cada vez mais espaço. Em ambos os casos os conservadorismo permeia as mentes e atitudes dos jovens.

Há, porém, a parcela da juventude trabalhadora que não se deixa levar pelas ideias anunciadas 24/7 nas TVs e demais meios manipuladores de massa. Esses jovens reconhecem que sua vida está intrinsecamente ligada a de sua classe, sabe que se esta definha também seus sonhos e energia se esvaem para encher alguns bolsos tradicionais.

São esses jovens, poucos agora mas muitos em breve, que, organizados podem levar a humanidade a galgar mais alguns séculos de sobrevivência. Somos nós, jovens comunistas, que podemos -- e devemos -- mudar o trágico destino de nossa espécie e construir uma sociedade justa e fraterna, Socialista, rumo à emancipação humana e ao Comunismo!

Avançar!