Celebremos o 9 de maio, dia da vitória sobre o nazismo!* | Juventude Comunista Avançando

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Celebremos o 9 de maio, dia da vitória sobre o nazismo!*


Não há nenhuma nação no mundo que não deve sua profunda gratidão aos mártires da mais importante experiência socialista da história da humanidade. Em 1933, o Partido Nazista de Adolf Hitler assumia o poder na Alemanha, ao mesmo passo que a ideologia fascista se espalhava como uma praga pela Europa. O desespero decorrente da crise geral do capitalismo levou parte das massas a aderirem a tal ideologia nefasta. Seguiram-se a partir dali duros anos de perseguição aos comunistas.
Neste ano de 2015, completam-se 70 anos do final da Segunda Guerra Mundial. Uma guerra que devastou a humanidade. Europa, Ásia e África tiveram seus solos cobertos de morte e destruição. Mediterrâneo, Atlântico e Pacífico tiveram suas águas tingidas de vermelho. Uma guerra que tirou a vida de dezenas de milhões de seres humanos, como conseqüência do acirramento máximo das tensões inter-imperialistas alimentadas pelo irracionalismo típico do capitalismo em crise. O fascismo, e principalmente o nazismo na Alemanha, representaram uma terrível ameaça a humanidade e sua derrota deve ser celebrada por todos, principalmente pelos que lutam pela emancipação humana. Os aliados de fato foram heróicos ao combaterem essa besta, mas não podemos esquecer que o principal inimigo de Hitler eram os comunistas e seu principal objetivo sempre foi invadir e destruir a União Soviética.
De pé vasto país
Levanta-te contra as hordas fascistas
Não ousem pisar em nossos belos campos
Que nossa ira os arraste como uma onda!
Porque a Guerra do Povo é uma Guerra Sagrada!
A canção que foi cantada durante os árduos anos da Grande Guerra Patriótica como hino à resistência de um povo, hoje é revivida no combate aos herdeiros do nazi-fascismo. Cantada na Crimeia, pelos combatentes novo-russos de Donetsk, pelos bravos guerreiros anti-fascistas da República Popular de Lugansk. Da garganta dos soldados se ouvem canções de liberdade, mas os nazistas de Kiev apenas entendem a canção da Kalashinikov.
Mas essa guerra do povo não é só a guerra do povo russo, é também do povo grego, que enfrenta não apenas a crise e austeridade, como também a consequente via barbarizante apresentada por grupos neonazistas como o Aurora Dourada. É também a guerra do povo palestino, que tem seu território invadido pelo fascismo sionista do Estado criminoso de Israel.
Lembremos, portanto, não do Dia D tão falado pela propaganda imperialista, mas dos heróis do povo, os heróis da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, que lutaram até seu último suspiro para defender sua pátria e a humanidade.
Não podemos esquecer de Vassili Chuikov, General do Exército Vermelho que comandou o 62º Exército na decisiva batalha de Stalingrado, que pos fim ao avanço das tropas nazistas sobre a União Soviética. Com suas ordens de “Nem um passo atrás”, impunha a seus subordinados que lutassem até a última bala para defender sua pátria. Mais tarde, Chuikov marcharia à frente da ofensiva soviética até Berlim, e fincaria a bandeira vermelha no alto do bunker de Hitler.
Viverá para sempre em nossas memórias Roza Shanina, Sargento soviética que livrou o mundo de cerca de 60 nazistas pela ação de seu rifle 1891/30 Mosin-Nagant. Shanina era capaz de acertar o inimigo em movimento e disparar duas balas em dois alvos sucessivamente com muita precisão. Descrita pelo inimigo como o “Terror Invisível da Prússia Oriental” Shanina teve importante papel na ofensiva soviética rumo à capital alemã, tendo perdido sua vida em combate.
Não esqueceremos de Vassili Zaitsev, Nascido na região dos Montes Urais, cresceu aprendendo a caçar lobos selvagens. Serviu ao Exército Vermelho como franco atirador, tendo eliminado mais de 200 fascistas só na batalha de Stalingrado, e cerca de 470 durante a guerra inteira. Retirou-se da guerra após ser ferido por uma mina, mas continuou servindo a pátria soviética ensinando sua técnica a outros atiradores.
Um exemplo de coragem e bravura para todas e todos, Lyudmila Pavlichenko que em 1941 estudava história em Kiev quando a Alemanha iniciou a invasão da União Soviética. Ela estava na primeira rodada de voluntárias para o recrutamento militar, no qual ela foi logo remanejada para a 25ª Divisão de Rifle do Exército Vermelho. Pavlichenko optou ir ao combate quando foi oferecida a opção de ser enfermeira dizendo: “Eu ingressei no exército quando mulheres ainda não eram aceitas”. É lembrada como a mais incrível franco atiradora mulher da história, tendo abatido mais de 300 nazistas.
Também vive a memória de Georgi Dimitrov, comunista desde sua juventude na Bulgária, contribuiu para a insurreição revoluconária em 1923 em seu país. Desde então, perseguido e refugiado, dedicou sua vida à militância comunista, chegando a assumir a tarefa de Secretário Geral da Internacional Comunista. Em 1935 trouxe grande contribuição colocar ao movimento comunista internacional que o principal inimigo no momento era o fascismo, aprovando a tática da Frente Popular, aliando setores democratas, socialistas, comunistas na mesma luta.
Apesar das críticas é inegável o mérito de Joseph Stálin. Ingressou no partido Bolchevique em sua juventude e teve papel ativo durante a revolução de 1917, assumindo o papel de Comissário do Povo para Nacionalidades. Foi Secretário Geral do Partido Comunista da URSS entre 1922 e 1952 e durante a Segunda Guerra Mundial cumpriu o papel de Comissário do Povo para a Defesa, encarregado de pensar a estratégia militar para a defesa da pátria mãe soviética.
Lembremos também de Georgy Zhukov, conhecido como O Marechal da União Soviética, Zhukov foi o Comandante-em-Chefe das forças armadas soviéticas durante a Segunda Guerra Mundial. Durante o início de sua carreira militar, foi sargento do exército czarista na primeira guerra mundial. Na eclosão das revoluções de 1917, Zhukov foi eleito por seus camaradas delegado para o soviete do regimento, comprometendo-se firmemente à causa revolucionária. Sua carreira militar é marcada por inúmeros episódios vitoriosos, como a expulsão dos japoneses na fronteira russo-mongol, organização de civis e militares na resistência do cruel cerco a Leningrado, a defesa de Moscou, a estratégia de expulsão das hordas fascistas da pátria soviética e posteriormente a heróica marcha do exército vermelho até o coração da Alemanha, acabando com os desígnios perversos do Führer e dando a vitória aos Aliados
Mas afinal, somos todos gratos e iremos honrar para sempre a memória dos mais de 25 milhões de civis e militares; russos, georgianos, bielorrussos, ucranianos, cossacos, de diversos povos; soldados, operários, camponeses, trabalhadores, comunistas, que entregaram suas vidas para defender sua pátria, defender a maior conquista da humanidade até hoje e para livrar o mundo daquilo que é a face mais agressiva do capitalismo, para acabar de vez com a barbárie do nazi-fascismo.
Além destes, reservamos um espaço especial para Luiz Carlos Prestes e Olga Benário, prisioneiros de Getúlio Vargas que na época estava enamorado do nazismo, com oficiais da Gestapo trabalhado no Brasil. Vargas além de ter encarcerado o Cavaleiro da Esperança por quase uma década, entregou Olga grávida para o matadouro de Hitler. Perseguiu e torturou inúmeros comunistas, como Artur Ewert e Elise Sabo presos depois da Insurreição de 1935 e cuja desumanidade das torturas, dos espancamentos, dos choques elétricos os fez perder completamente a sanidade mental. Elise Sabo era violada na frente de seu companheiro por militares brasileiros e alemães. Artur Ewert teve um arame inserido em sua uretra, e com a ponta de fora aquecido por um maçarico.
Mas quais foram seus crimes para tamanho castigo? O que eles e inúmeros outros, nossos anônimos camaradas, cometeram de tão grave para que a humanidade se rebaixasse a esse nível repulsivo? Eram culpados de lutarem por liberdade, por justiça. Eram culpados de serem comunistas revolucionários.

Por esses e outros é nosso dever enquanto comunistas lutar para abrir os olhos do povo e da classe trabalhadora sobre os perigos do fascismo, para que jamais se repita tamanha tirania e barbárie. Em homenagem a todos e todas que tombaram nessa luta cantaremos e marchamos!
O comunismo é a paz verdadeira!
Salve o 9 de maio!
Viva a luta dos povos!

*O texto fez parte de uma mística revolucionária, realizada em Encontro Estadual da Juventude Comunista Avançando.