Nota de esclarecimento sobre o ato do dia 18 de setembro em SP | Juventude Comunista Avançando

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Nota de esclarecimento sobre o ato do dia 18 de setembro em SP

A Juventude Comunista Avançando (JCA) vem a público esclarecer que não compõe a a construção de uma Marcha Nacional em SP no dia 18 de setembro, tendo em vista a notícia veiculada pelo site da Assembléia Nacional de Estudantes – Livre (ANEL) no dia 28/08.

Estivemos presentes durante a Plenária Unificada, que ocorreu em Brasília. Nossa organização entende a necessidade da unidade entre os que lutam, e encontra-se ao lado do povo brasileiro – ou seja, contra o conservadorismo, em defesa da democracia, contra o ajuste fiscal e por direitos populares. É por isso que construímos o Movimento por uma Universidade Popular (MUP), atuamos na Oposição de Esquerda na ANPG, nas Executivas de Curso e na Federação dos Estudantes de Ensino Técnico. Da mesma forma, estamos acompanhando a Oposição de Esquerda da UNE, e mantemos aberto o caminho para diálogos e alianças táticas com as demais juventudes. Temos atuado em parceria com o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e temos observado a iniciativa do MST de chamar os movimentos populares para debater uma “frente popular”.

Acreditamos que as pautas levantadas pelas demais organizações que constroem tal ato é justa e necessária, com a exceção do pedido de impeachment. Ressaltamos que desde 2003, nunca compusemos um governo do PT sequer, como fizeram inclusive algumas organizações que agora chamam o "fora Dilma". Precisamos, no entanto, ter clareza de que quem está pronto para assumir um novo governo na conjuntura atual são as forças mais retrógadas deste país. O governo, a substituir Dilma Rousseff na conjuntura atual, seria o mais reacionário desde a ditadura. Essa saída aceita o voluntarismo despolitizado (quando não reacionário) como se este representasse algum momento pré-revolucionário. Por isso, acreditamos ser irresponsável que se aposte na derrubada do governo. Com certeza o governo Dilma não nos representa, mas nem por isso consideramos razoável ajudar a direita a derrubá-lo, o que representaria uma grande vitória dos setores mais reacionários da sociedade brasileira, além de um passo para medidas de caráter abertamente fascistas por parte das instituições do Estado autocrático brasileiro.

É possível que a crise atual ajude a construir a depuração das forças populares, recompondo estruturas organizativas, refazendo sínteses, e até mesmo alterando posturas e alianças. Cabe a cada juventude de esquerda e a cada militante pelo socialismo portar-se à altura da exigência histórica: combater o sectarismo, a arrogância, o idealismo vazio de conteúdo programático, e fazer todo o esforço para que o movimento popular se refortaleça e caminhe adiante com menos erros do que vimos nas três últimas décadas. Seguindo essa tradição, dedicaremos todos os nossos esforços na reorganização das forças populares segundo um programa mínimo de reformas radicais contrárias aos interesses do bloco de poder dominante composto pelos monopólios, pelo latifúndio e pelo imperialismo, reformas que possam aglutinar as massas populares para avançar de forma ininterrupta, abrindo caminhos para o socialismo.

Direção Nacional da JCA
Setembro de 2015