Samora Machel, a luta continua! | Juventude Comunista Avançando

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Samora Machel, a luta continua!


Samora Machel, a luta continua!

Samora Moisés Machel foi um grande revolucionário do povo moçambicano.
Durante a luta pela independência de Moçambique, esteve à frente da FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique - organização revolucionária fundada em 1962) e desempenhou um importante papel em aliar a luta pela independência de seu país e os princípios de uma revolução social para construir um país mais justo, distante dos interesses capitalistas.

Para Samora Machel estava claro, que era necessário "transformar a luta armada de libertação nacional em Revolução." (Estabelecer o Poder Popular para Servir as Massas, 1974)
A República Popular do Moçambique e sua independência de Portugal foi proclamada por Samora Machel, em nome do comitê central da FRELIMO, em 25 de junho de 1975.

Em pleno século XX, a barbárie no mundo estava representada na manutenção das colônias e não há como deixar de creditar tal às potências capitalistas e suas organizações como a OTAN (que davam suporte a governos ditatoriais e a grupos contra-revolucionários em países que lutavam por suas independências). O interesse na manutenção dos conflitos no continente africano não pode ser identificado como contradições surgidas somente pelos séculos de colonização, senão considerarmos ali o elemento do imperialismo. A luta colonial assumiu a forma antimperialista e a subjugação dos povos sempre foi (e sempre será) positiva para a manutenção do capitalismo.

"Um Estado de ricos e poderosos em que uma minoria decide e impõe a sua vontade, quer a aceitemos ou não, quer compreendamos ou não, é a continuação sob novas formas da situação contra a qual lutamos." (Samora Machel. Estabelecer o Poder Popular para Servir as Massas, 1974)

Em 19 de outubro de 1986, a queda do avião Tupolev-134A (com tripulação cedida pela URSS) nas montanhas dos Libombos (território sul-africano) tirou a vida de toda a comitiva do governo de Moçambique incluindo Samora Machel. O governo de Moçambique culpou o regime de apartheid sul-africano pela queda, mas não há até hoje conclusões claras da causa do acidente.

A vida dos que sempre lutam por uma sociedade mais justa nunca será em vão e sempre acompanhará a luta dos povos oprimidos, até a vitória.

Viva Samora Machel!

Viva o povo de Moçambique!


A Luta Continua!