17 de Maio - Dia Internacional de Combate à LGBTfobia | Juventude Comunista Avançando

sexta-feira, 20 de maio de 2016

17 de Maio - Dia Internacional de Combate à LGBTfobia

Hoje é dia de resistência!

Há 26 anos era removida da lista de doenças mentais da Organização Mundial da Saúde (OMS) o “homossexualismo”, despatologizando assim a sexualidade. Esse dia foi escolhido então como um marco da luta LGBT no mundo como um dia de combate à LGBTfobia, luta essa que já era travada há décadas por aquelas pessoas que sofriam na pele a opressão da sociedade patriarcal, machista e LGBTfóbica. Luta que não terminou e está longe de um fim verdadeiro, sendo importante lembrar: até hoje a transexualidade é tratada como doença pelo mesmo órgão e os sistemas de saúde de vários países do mundo; a homossexualidade, bissexualidade e transexualidade são criminalizadas em 75 países correspondendo a quase um terço de todo o mundo, sendo, em alguns casos, penalizadas com morte!
Apesar de não ser crime, o Brasil é, há muitos anos, “campeão” no ranking de violência e assassinato de pessoas LGBTs no mundo, registrando uma morte a cada 27 horas, sem contar as violências psicológicas e físicas nas ruas, nas escolas, em casa e no trabalho. Nesse contexto, pessoas transexuais e travestis são as que mais sofrem: apesar de existirem em bem menor número que lésbicas, gays e bissexuais, elas correspondem a 45% de todos os assassinatos registrados. Essa violência é direta ou indiretamente institucional a partir do momento em que o Estado brasileiro tem se mostrado ineficiente nesse combate, desamparando principalmente aquelas LGBTs que se encontram na faixa mais pobre e superexplorada da população.
Durante os últimos anos, com a eleição do Congresso Nacional mais conservador desde a Ditadura Civil-Militar de 1964, a população LGBT tem sofrido seguidos ataques, como a exclusão do debate sobre diversidade na educação, a exclusão das diferentes famílias com a definição no Estatuto da Família nos moldes patriarcais, a tentativa de patologização da homossexualidade (no que se chamou “Cura Gay”), a propagação do pensamento machista, LGBTfóbico e fascista por parte da chamada “Bancada Evangélica” e muitos outros.
Com o recente golpe político, jurídico e midiático encampado pela burguesia nacional em conjunto com o imperialismo mais retrocessos têm se sinalizado com o novo governo instituído: fazendo alianças políticas com partidos reacionários e compondo um ministério exclusivamente masculino e branco, o governo golpista se mostra bastante aberto ao diálogo e a implementar a agenda dos setores mais retrógrados da sociedade.
Temos total ciência de que toda a opressão e exploração sobre a população LGBT tem laços diretos com os interesses do Estado capitalista, ainda mais em um país onde a burguesia e seus representantes são abertamente conservadores. E, por esse mesmo motivo, todo e qualquer avanço que se obteve através de muita luta nos anos anteriores é passível de retrocesso. Portanto, nesse Dia Internacional de Combate à LGBTfobia é necessário mais uma vez que nos posicionemos contra todo o retrocesso dado nos últimos anos no que tange a população LGBT no Brasil, portanto é nosso papel:

- Não reconhecer o governo ilegitimo de Temer e seus comparsas!
- Lutarmos por uma educação emancipadora e que debata a diversidade sexual, de gênero e étnico-racial!
- Unirmos forças às lutas de toda classe trabalhadora contra os retrocessos dados no governo e no Congresso!
- Denunciarmos sempre o avanço fascista e conservador em nosso país!
- Pautarmos a criminalização da LGBTfobia nos molde como se dá o crime de racismo, sem perdermos a criticidade ao Estado penal capitalista!
- Organizarmos com mais força as Paradas LGBTs de luta como forma de conscientização e aglutinação para as pautas gerais do Movimento LGBT!