O campo socialista e as Olimpíadas de verão | Juventude Comunista Avançando

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

O campo socialista e as Olimpíadas de verão


Com a proximidade dos jogos olímpicos de verão no Rio de Janeiro como grande evento esportivo do ano, para além de toda a mercantilização e a elitização de algumas modalidades do esporte, bem como os efeitos nocivos num crescente no retrocesso do direito à cidade na capital carioca em virtude das grandes construções e da especulação imobiliária, gostaríamos de recuperar alguns dados interessantes e comparativos sobre a atuação dos países do campo socialista nas Olimpíadas.



















A URSS participou de 9 edições dos jogos olímpicos de verão, das 10 que conviveu (não competiu a de Los Angeles em resposta ao boicote na edição moscovita de 1980). Dessas nove ficou em primeiro lugar em 6 delas. Ao todo acumulou 1010 medalhas, sendo 395 medalhas de ouro.

Olimpíadas de Moscou em 1980

Já a Alemanha Oriental (RDA) participou de 5 jogos olímpicos de verão dos seis que conviveu, pois boicotou também os jogos de Los Angeles. Nestes jogos acumulou 409 medalhas, sendo 143 de ouro. Nos jogos de Helsinki, Melboune/Estocolmo, Roma, Tóquio e Cidade do México, compuseram a Equipe Alemã Unificada.


A China, que consideramos também parte do campo socialista, participou de 8 edições, acumulando 474 medalhas, dentre elas 201 de ouro.


Se fizéssemos um índice desses três países que comparasse número de medalhas pelos jogos disputados, teríamos o seguinte: URSS com 112,22 medalhas por jogo; RDA com 81,8; e China com 59,25.

No campo das principais potências capitalistas temos os EUA que participou de 26 edições dos jogos de verão, tendo conquistado 2401 medalhas, 976 delas de ouro. Seu índice seria então 92,3 medalhas por jogos.

A Inglaterra participou também das 27 edições, tendo conquistado 780 medalhas, 239 delas de ouro. Seu índice chega então a 28,8.

A França participou de 27 jogos olímpicos, tendo conquistado 671 medalhas, sendo 202 douradas. Seu índice seria então 24,8.

Dentre estes países, se fôssemos fazer um quadro de medalhas condicionado ao número de edições disputadas teríamos o seguinte:

Posição
País
Número de Medalhas
Edições competidas
Índice medalhas por competição
União Soviética
1010
9
112,22
EUA
2401
26
92,3
RDA
409
5
81,8
China
474
8
59,25
Grã-Bretanha
780
27
28,8
França
671
27
24,8

É claro que há muitas imprecisões e este critério não pode ser levado completamente a sério, pois em cada edição também mudam o número de modalidades, alterando também o universo de medalhas possíveis de conquistar. Todavia, é inegável que há sim uma tendência visível de que nos países do campo socialista, como o esporte é algo incentivado desde as bases educacionais, produzem-se mais atletas e cada vez melhores. Isso porque o Estado socialista dava condições estruturais e amplas possibilidades de todos aqueles que desejassem se dedicarem ao esporte poderiam fazê-lo, sempre das mais variadas naturezas. Porque o esporte não era considerado uma mercadoria, mas sim era uma forma de vida do povo socialista.

Isso, implica que, para além de uma nostalgia, devemos ter em mente que o socialismo é capaz de amplas transformações na vida, não apenas no espectro produtivo ou de consumo da classe trabalhadora, mas também educacionais, culturais, esportivos, etc.