Nenhum passo atrás – Denúncia sobre a repressão no Rio de Janeiro | Juventude Comunista Avançando

sábado, 29 de outubro de 2016

Nenhum passo atrás – Denúncia sobre a repressão no Rio de Janeiro



É notório que no Brasil a repressão aos movimentos populares é um regra constante, intensificando-se ou não de acordo com a força política que está no controle do Estado. Nesse sentido, desde o último Golpe de Estado, em agosto deste ano, a criminalização e repressão a todo tipo de movimento; desde greves, passeatas ou mesmo a organizações de esquerda, vem se intensificando e ganhando inclusive, em alguns casos, contornos de Estado de exceção. Como por exemplo, a violenta repressão por parte da polícia militar à tentativa de ocupação, pelo MTST e outras forças populares, de um terreno no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro; a atuação da PM nas escolas ocupadas, tanto no Paraná como em Santa Catarina, buscando reprimir os movimentos e intimidá-los, entrando nas escolas com armamento pesado; a intensificação da violência policial nas manifestações contra os retrocessos promovidos pelo governo ilegítimo de Michel Temer, tudo indica que estamos entrando em uma nova fase de tempos sombrios, nas quais os aparelhos coercitivos do Estado autocrático brasileiro estão livres para operar de acordo com suas próprias regras.
Sendo assim, a PM age como ponta de lança na repressão desses movimentos, resguardando a propriedade privada, protegendo ricos e políticos e mantendo a “ordem” para os pobres, na base da bala.
Nesse cenário, os setores mais combativos e é, claro, nós comunistas não estamos ilesos. Na maior parte dos casos, somos os primeiros atacados nessa “caça às bruxas”. É necessário dar visibilidade ao que tem acontecido, principalmente para que a esquerda busque se fortalecer em unidade para defender nossas mínimas garantias democráticas.
Por isso, a Juventude Comunista Avançando vem a público denunciar um ocorrido no último dia 27/10, em Niterói – RJ, onde uma de nossas militantes foi abordada por dois policiais ao sair de sua universidade, pelo simples fato de estar vestindo uma camisa com a sigla do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST. Os policiais pediram seus documentos, tentaram revistar a bolsa da companheira sem nenhum motivo, fazendo perguntas descabidas e machistas, terminando com a afirmação: “Se cuida que não gostamos de petistas vagabundos aqui na nossa área”. Entendemos a gravidade desse fato, que está imbuída de machismo e repressão. Condenamos veementemente o ocorrido, já que não é de hoje que os comunistas são perseguidos pelas forças de repressão do Estado. Todavia afirmamos que nenhum passo atrás será dado, é na união da esquerda e da classe trabalhadora que tiramos força para continuar a lutar, não nos intimidaremos, continuaremos na luta por um país mais justo, igualitário e socialista!
                                                            Direção Nacional – JCA